Ibrahim é um jovem belga de família turca e muçulmana. Ele é gay e está apaixonado por Kevin, que é filho da dona de um café, mas a família dele arranja uma noiva na Turquia para ele. Enquanto tenta esconder a realidade da sua família, ele deve lidar com o preconceito de todos ao redor e problemas com seu irmão Furkan, que se envolve com fundamentalistas religiosos.
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É engraçado que muitos comentários abaixo partem da premissa de "essa história já foi contada". Mas tem um detalhe: ESSE FILME É DE 2012. De certo modo, este filme é a inspiração para outros, não o contrário. E outra: que bom que histórias assim continuam sendo contadas, mesmo que sejam repetitivas. É importante, é necessário. Terceiro ponto: não existe ineditismo. Ponto final. A busca por ineditismo é uma busca tola. O que existem são formas diversas de ver um mesmo fato. O nome disso é narrativa. E é nesse ponto que "Mixed Kebab" me ganhou.
No começo, achei que seria uma comédia comum, LGBTQIA+, dos anos 2010. Ok. Então, as coisas foram acontecendo, eventos se sucederam, houve uma complexidade e... Eu estava diante de um filme com várias camadas sociais, que conseguiu me deixar tenso e preso à história.
Algo que reclamo como escritor é a quantidade de tramas LGBTQIA+ onde os personagens parecem presos às questões de sexualidade. É como se a vida desses personagens girasse apenas em torno dessa questão. Isso é chato; isso nos reduz apenas a uma camada. O massa de "Mixed Kebab" foi como é muito, muito, muito mais do que a sexualidade do protagonista. É sobre fanatismo, é sobre hipocrisia, é sobre imigração, xenofobia, conservadorismos, moralismos, misoginia. homofobia, guetos, adolescer em um mundo que não te acolhe.
"Mixed Kebab" é sobre a vida. E nós força a ver esses fatos sob o ponto de vista belga-turco. Isso é de uma riqueza única.
Não, o filme não é perfeito. Senti falta de uns "arredondamentos" em certas partes, mas não foi nada que tenha destruído a minha experiência. Neste 2023 de "Vermelho, Branco e Sangue Azul", com protagonistas bonitinhos, com rostos à lá Instagram, estereótipo europeu caucasiano, "Mixed Kebab", um "velho filme de 2012", nos traz imersão cultural para além da fofura.
Eu fico com as camadas que me fizeram sair da bolha.
Odeio esses finais meia boca!
27/6/23
Meio raso e artificial, para as pautas que se colocam ali no meio da trama, mas é um filme razoável.... já vi outros similares mais intensos.
Realmente já vimos essa história ser contada em outros filmes. Mas ainda sim é um bom filme.
O drama belga parte de uma boa premissa, mas, no entanto, já foi mil e uma vezes contada.