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Data de lançamento
9 Fev. 1953Duração
Harry Lund tem 19 anos de idade e trabalha numa loja de porcelanas. Quase vizinho a ele, na loja de verduras, trabalha Monika, uma simpática e alegre garota de 17 anos. Assim que eles se conhecem a paixão explode. Mas por causa da idade deles, os dois sofrem com a intereferência dos mais velhos. Monika briga com os pais e decide sair de casa. Harry discute com o chefe e pede demissão. Sem mais nada que os prendem na cidade, os jovem decidem fugir de barco para uma ilha e passar algumas semanas juntos.
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- bergman fazendo mais um filme de terror, esse sobre gravidez na adolescência
- os filmes sobre amadurecimento na década de 50 eram diferenciados, ainda mais vindo desse diretor
- o verão sozinhos no barco até que foi massa, mas olha o que custou
Começa como um romance avassalador e apaixonado de dois jovens que deixam tudo para trás para viver um amor quase que proibido, Harry larga seu emprego, Monika abandona sua familia, mas a realidade logo chega ao casal e ela é dura e cruel, eles não tem dinheiro, não tem comida, pra piorar
Monika engravida, mesmo juntos o casal enfrenta os problemas d da vida adulta sem ser adultos, Harry tem um emprego ruim, tem aluguel atrasado, não consegue conciliar estudos com o trabalho e por outro lado Monika se sente presa novamente assim como era com seus pais, ela quer viver, não está pronta para uma vida a dois, achei pesado ela abandonar a própria filha
mas enfim
Bergman nos mostra que ''A Vida não é um morango''
Monika é puro ar, é uma ventania que passa na vida do protagonista e transforma tudo, nunca permitindo ser esquecida. O verão com ela é um tempo idílico, em que os dois se afastam de tudo que se assemelha ao mundo real e buscam bastar um ao outro.
Todas as decisões no filme é Monika quem toma, ela é o motor que gira as engrenagens. Na verdade é mais do que ela: os desejos dela são o motor, tudo aquilo com que sonha, o norte para o qual seu leme aponta em cada momento é o que guia mesmo as ações dos outros. Ela decide ir, ela decide voltar.
O verão é quando o personagem melhor pode aproveitar essa força motora dela. Longe de tudo, ela basta a ele: tudo transpira vida. A Monika já é o mundo. Mas ele não basta a ela, que não consegue nunca se fixar, e que parece pouco adequada para a vida prática.
Muito nela é desejo, e quase nada é ambição. Ela é puro desejo pessoal, é um sol que não tem preocupação com qualquer outra coisa que fuja à sua vontade, inclusive os sentimentos dos outros. Por isso é tão egoísta, e ao mesmo tempo tão triste, porque um desejo que não se ancora em nada, que logo pode se transformar em outra coisa, nunca permite que ela pare, tornando-a para sempre uma nômade da vida.
O verão afastados do mundo era uma ilusão, não há como se pôr numa redoma, a vida interfere. Aquele é o momento definidor, ao menos para a vida dele, já que para ela é mais possível evaporar no ar, mas
a gravidez que se segue a todo o interlúdio romântico é justamente o que torna tão pesado o momento em que se sai dessa lógica.
A vida real parece muito pouco com o verão e com os sonhos, a vida se passa no interior de cômodos e as cores são muito mais fechadas. A relação se torna insuportável. Em terra firme, não dá pé. Tudo se fecha com Monika em uma nova fuga, de um lugar onde novamente se sente presa, com um homem que recorre novamente à violência - lembrando os traumas que ela possuía relativamente ao pai.
E ele com a vida transformada, com um bebê, olhando para aquele espelho que fecha um ciclo: o espelho para onde Monika se olhou logo antes de entrar no café, o espelho que reflete a porta do café, onde tudo começou. Ali ele lembra o verão que nunca lhe abandona, que lhe deixa o fruto, e uma paixão que não vai conseguir esquecer, mesmo com a vida seguindo em frente ao espelho.
No começo é um romance intenso, jovem e avassalador, mas depois a realidade bate na porta e o casal protagonista precisa sair de suas fantasias juvenis e lidar com a "vida real", como a falta de dinheiro, responsabilidades e um casamento monótono. É muito interessante e bem desenvolvido.
gostei muito desse filme, pra mim é sobre encarar a realidade da vida adulta e os desafios de uma relação amorosa