O filme conta a história de David , "um jovem rapaz que carrega os últimos vestígios da infância, ao mesmo tempo que encara com receio a chegada precoce da idade adulta".
Mais um filme português que mostra as pessoas a falar muito baixo e inexpressivamente.. Não sei quanto a vocês..mas eu acho esse aspecto bem irrealista, ainda mais quando estamos perante pessoas de bairros sociais... Sim, esse aspecto estragou um pouco a minha experiência com o filme tal como me aconteceu em muitos outros filmes do meu país. O ritmo do filme é bem lento e por vezes o roteiro não é suficientemente cativante para suportar esse ritmo. Performance do garoto é boa e a fotografia também. Outra coisa boa do filme foi seu fim que "explicou" melhor o papel desse menino na sua família disfuncional.
fotografia muito bem feita. O desempenho de David Mourato é espantoso, é o tipo de ator que eu gosto de ver atuando, por ser muito natural. O filme também retrata o tipo de historia que me prende, filmes assim que me chamam a atenção e que aumentam cada vez mais, meu amor pelo cinema. Simplesmente amei.
Ambientado e desenvolvido dentro de um particular universo - já ricamente explorado por meio de curtas de uma recente porém expressiva filmografia de João Salaviza, aqui em seu primeiro longa -, o desenrolar da história de Montanha conversa diretamente com personagens já visitados pelo realizador em seus filmes anteriores. Aqui David é um adolescente lisboeta prestes a completar 15 anos em meio a todos os conflitos típicos da idade. Seu melhor amigo, Rafa - título/protagonista de um de seus premiados curtas -, disputa um lugar e atenção dentro da trama da percepção de David de extrema importância. Mas é na figura de Paula que ele parece depositar todo seu afeto e energia. Belamente fotografado em uma periférica Lisboa, que irreconhecível em suas inexploradas redondezas poderia se passar por uma cidade qualquer, Salaviza mais uma vez explora o corpo com um olhar maravilhoso, onde coloca seu talvez alter-ego David em situações e posições que refletem instantaneamente os sentimentos por ele sentidos e tão bem escondidos. Silencioso e melancólico como um típico esteriótipo português do navegador que prestes a adentrar em águas desconhecidas já lamenta a saudade de um tempo passado ou de um futuro incerto, o protagonista vaga pelas ruas do bairro sempre com um aspecto de cansaço muito forte, como se tivesse um espírito velho preso num corpo jovem. A tristeza no andar e no olhar do personagem comunica um estado clássico de dúvidas, incertezas e medos. É um genuíno trabalho do gênero coming of age, mas sem antecipações, em um corte preciso e certeiro de um verão na vida desse silencioso menino.
Apesar de extremamente lento, esse filme é uma história sobre luto, amadurecimento e a aceitação da inevitabilidade da vida.
Mais um filme português que mostra as pessoas a falar muito baixo e inexpressivamente..
Não sei quanto a vocês..mas eu acho esse aspecto bem irrealista, ainda mais quando estamos perante pessoas de bairros sociais...
Sim, esse aspecto estragou um pouco a minha experiência com o filme tal como me aconteceu em muitos outros filmes do meu país.
O ritmo do filme é bem lento e por vezes o roteiro não é suficientemente cativante para suportar esse ritmo.
Performance do garoto é boa e a fotografia também.
Outra coisa boa do filme foi seu fim que "explicou" melhor o papel desse menino na sua família disfuncional.
fotografia muito bem feita. O desempenho de David Mourato é espantoso, é o tipo de ator que eu gosto de ver atuando, por ser muito natural. O filme também retrata o tipo de historia que me prende, filmes assim que me chamam a atenção e que aumentam cada vez mais, meu amor pelo cinema. Simplesmente amei.
Ambientado e desenvolvido dentro de um particular universo - já ricamente explorado por meio de curtas de uma recente porém expressiva filmografia de João Salaviza, aqui em seu primeiro longa -, o desenrolar da história de Montanha conversa diretamente com personagens já visitados pelo realizador em seus filmes anteriores. Aqui David é um adolescente lisboeta prestes a completar 15 anos em meio a todos os conflitos típicos da idade. Seu melhor amigo, Rafa - título/protagonista de um de seus premiados curtas -, disputa um lugar e atenção dentro da trama da percepção de David de extrema importância. Mas é na figura de Paula que ele parece depositar todo seu afeto e energia. Belamente fotografado em uma periférica Lisboa, que irreconhecível em suas inexploradas redondezas poderia se passar por uma cidade qualquer, Salaviza mais uma vez explora o corpo com um olhar maravilhoso, onde coloca seu talvez alter-ego David em situações e posições que refletem instantaneamente os sentimentos por ele sentidos e tão bem escondidos. Silencioso e melancólico como um típico esteriótipo português do navegador que prestes a adentrar em águas desconhecidas já lamenta a saudade de um tempo passado ou de um futuro incerto, o protagonista vaga pelas ruas do bairro sempre com um aspecto de cansaço muito forte, como se tivesse um espírito velho preso num corpo jovem. A tristeza no andar e no olhar do personagem comunica um estado clássico de dúvidas, incertezas e medos. É um genuíno trabalho do gênero coming of age, mas sem antecipações, em um corte preciso e certeiro de um verão na vida desse silencioso menino.
Ainda é cedo. Dorme.