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Data de lançamento
2 Fev. 2022Duração
Por motivos desconhecidos, a Lua sai de sua órbita e passa a se deslocar em direção à Terra, podendo causar uma colisão em breve. A ex-astronauta da NASA, Jo Fowler, acha que pode resolver essa situação e impedir que o impacto aconteça, mas apenas um de seus colegas acredita nela. Em situação de emergência, um grupo de cientistas não especializados no assunto aceita a missão de ir até a Lua e impedir a colisão antes que a vida humana seja extinta. Mas ao chegarem lá, eles percebem que a Lua não é exatamente a pedra gigante orbitando a Terra que acharam que era. Com o mundo à beira da aniquilação, Jo Fowler precisará unir forças a um homem de seu passado e um teórico da conspiração para uma missão impossível no espaço, e salvar a humanidade.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse delírio lunar, corra daqui.
Roland Emmerich sabe — ou pelo menos sabia nos anos 90 e 2000 — pegar ideias apocalípticas de teorias do caos e destruição planetária e transformar num espetáculo pop. O cara parou o mundo em "Independence Day", deu aulas de destruição com "O Dia Depois de Amanhã" e pulverizou a Terra em "2012". Mas agora em "Moonfall: A Ameaça Lunar", ele perdeu a mão apocalíptica de vez.
A premissa, pra ser bem justo, é louca demais. O filme bebe direto na teoria da conspiração da "Lua Oca" — a ideia de que o nosso satélite natural não é uma estrutura alienígena artificial, construída por ancestrais humanos avançados há bilhões de anos para nos proteger. Tinha tudo pra ser um sci-fi tenso, misterioso e grandioso. Mas a execução do roteiro é de um amadorismo tão cavalar que transforma essa ideia num pastelão espacial de quinta categoria.
O roteiro já começa completamente pirado quando a Lua simplesmente decide sair da órbita e vir em rota de colisão com a Terra. E quem é a única pessoa no planeta inteiro a perceber que o satélite tá saindo do trilho? Um supercomputador da NASA? Não! Um cientista de Harvard? Tão pouco! Quem descobre o apocalipse cósmico é K.C. Houseman (John Bradley), um nerd gordinho, teórico da conspiração, que trabalha num planetário e nem astronauta é! O cara simplesmente calcula a destruição da humanidade na calculadora de bolso e invade as reuniões da NASA como se fosse a casa da mãe Joana.
E no meio disso tudo, Roland Emmerich mais uma vez dá lugar pra um personagem decadente e injustiçado: Brian Harper, vivido por Patrick Wilson, foi cuspido pela NASA depois de um fracasso numa missão, mas agora se transforma na última esperança da Terra. O elenco ainda conta com Halle Berry (ex do Brian), Donald Sutherland (conspiracionista) e Michael Peña (não lembro). Toda essa galera acaba se juntando depois que a Lua fica desgovernada, causando tragédias no mundo todo. E depois, no velho oba-oba de roteiro, eles vão pra uma missão suicida pra impedir o desastre.
Conforme a desgovernada se aproxima da Terra, o Emmerich inventa os "tsunamis de gravidade zero". Os carros começam a flutuar no meio do trânsito, a água dos oceanos é puxada pro alto em paredes gigantescas de água, e os personagens simplesmente saem dando Duplo Twist Carpado como se estivessem num pula-pula invisível, sem sofrer nenhuma pressão atmosférica ou falta de ar. É a pura aberração da física.
E quando chegam na Lua, o bagulho é louco. A tal Lua Oca existe mesmo, e uma inteligência artificial em forma de fumaça preta feita no CGI de efeito farinha, que controla tudo. A explicação de tudo é um compêndio de teorias sobre a real história do nosso mundo. Numa enxurrada de conceitos jogados na nossa cara sem o menor cuidado, como se o roteirista tivesse juntado história em quadrinhos, livros do tema e ficção científica, jogado tudo no liquidificador com Corote pra você engolir a seco!
A decolagem da nave é outra loucura: a NASA pega um ônibus espacial de um museu, põe gasolina e só falta empurrar pra ir pra Lua. A onda gravitacional engole o mundo todo, mas o Patrick Wilson vira o Senna dos pilotos, desviando de toda a fauna, flora, ruínas e o cacete. É uma cena tão absurda que nem as Corotes mais fazem efeito! O tripé de atores tá horrível em cena, mas Patrick e Halle estão no piloto automático. A Halle então... parece que tá engessada!
Quando a equipe finalmente entra na Lua Oca, o filme resolve se transformar numa mistura de Matrix com 2001 versão Paraguai. O nerd conspiratório se sacrifica pra derrotar a fumaça alienígena do Lost, só pra ter a sua consciência baixada e digitalizada pelo sistema da Lua! O cara vira literalmente a IA do satélite, e a nave alienígena sugere que eles têm que construir mais naves pra reconstruir o universo. Ou seja: o Emmerich meteu um gancho medonho pra uma continuação de uma franquia que nasceu no velório.
"Moonfall: A Ameaça Lunar" consegue a proeza de ser uma das piores catástrofes que eu já vi e um dos mais caros delírios de Hollywood. O Roland Emmerich pegou uma das melhores e mais fascinantes teorias da conspiração do imaginário sci-fi e transformou num circo de CGI videogame, física de gibi, nave de ferro-velho e elenco no automático. É um filme tão ruim, tão bizarro, tão sem pé nem cabeça que só vale pelo riso da desgraça.
Uma pena, viu? Mas uma pena mesmo. Esse tema rende! Esse assunto é muito interessante e, nas mãos de um diretor inspirado, o filme tinha tudo pra ser um arregaço. O trailer era foda, e por ser do Roland Emmerich eu achei que seria a destruição final do planeta na filmografia dele. O Emmerich criou o apocalipse, mas só sobrou o traumatismo craniano na gente depois que ele termina.
Já pensou se o interior da Lua fosse daquele jeito mesmo? Que filme curioso! Uma ideia muito louca, mas rendeu cenas legais de explorar e agir em meio ao caos.
O filme é longo. E senti que os primeiros minutos foram bem lentos, quase desisti, confesso. Mas depois melhorou com ação. Eu gostei.
Sessão da Tarde, extremamente esquecível
Gente eu amei essa filme!! N entendi essa nota ruim bem como os comentários. Bem feito pakassss historinha envolvente que te faz viajar nas ideia!
Tosquice malfeita.
Não se segura nem pelas cenas de destruição, que foram a justificativa de eu querer ver isso.