Obcecado por armas de fogo desde a infância, Barton não consegue encontrar um objetivo na vida depois de passar anos num reformatório e depois como instrutor de tiro no exército. A situação muda quando ele conhece a insinuante e misteriosa atiradora Annie Starr num circo local. Perdidamente apaixonados, os dois atiradores fogem deixando um rastro de crimes pelo Estado, como uma versão contemporânea de Bonnie e Clyde.
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- já começa me dando uma ojeriza gigante por toda essa sanha estadunidense por armas de fogo, onde já se viu dar arma de presente pra criança e achar de boa ter uma porque prometeu não matar ninguém
- o que um cara não faz por priquito num é? taloko
- uma versão mais leve de bonnie e clyde, roteiro redondinho e história que te cativa
Impossível não comparar com Bonnie e Clyde, como o palhaço avisou Bart, ele é tonto com mulheres, destaque vai para os plano sequências filmados de dentro do carro, o final era mais do que óbvio.
A história é muito bem construída e a química do casal é muito boa. Tanto que apenas os dois atores principais que seguram as pontas por um bom tempo, sem precisar de coadjuvantes.
Agora sobre esse final:
era claro que eles estariam perdidos. Mas a burrice maior foi do Bart. Depois de ja saber como Laurie era, deixar ela armada perto de seus amigos de infância, sabendo que ela poderia feri-los. Achei que acabaria de outra forma, mas que inevitavelmente ela seria a causadora da tragédia final. Mas ele atirar nela para proteger seus amigos, e eles próprios (ou quem mais estava com eles) atirarem nele e o matarem, confesso que não esperava.
Se Bart tivesse sido menos omisso e tomasse as rédeas da situação... porque ele claramente não era um cara mal, tanto que não matava nem animais. Porém, foi seduzido e manipulado pela mina. Claramente com uma grande parcela de culpa... mas nesse caso, era só uma questão de quem ele tivesse ao lado.
Não lembrava que John Dall era o assasino de "Rope 1948" (Festim Diábolico) de Hitchcock. E apesar de ja ter visto um filme com Peggy Cummins, não lembrava dela também. Os atores me surpreenderam e o filme em si também.
Bom passatempo! E para quem já conhece a história de Bonnie e Clyde já sabe mais ou menos o que vem por aí.
Assistido em 15/04/2025
Bom passatempo, ao estilo Bonnie e Clyde.
Revi com minha mãe, a propósito convidativo de um debate em cineclube, e foi ótimo vê-la torcer pelos mocinhos/bandidos (leia-se: anti-heróis): por mais radicalmente anti-armamentista que minha mãe seja, em diversos momentos ela queria que os personagens matassem seus perseguidores, de tão entusiasmada que ela ficou. Há inúmeras possibilidades de interpretação freudiana para as situações do filme, com destaque para aquela abertura explícita e magistral. A voz de Peggy Cummins é sumamente sedutora: que mulher linda, como não se apaixonar imediatamente por ela? Trata-se de um filme pioneiro e mui subversivo, que aborda as questões fetichistas de maneira originalíssima e enfatizando a complementaridade requerida por determinadas ações, sobremaneira quando de ordem criminosa. A seqüência final - idílica e desoladora, ao mesmo tempo - é excelente. Em minha opinião empolgada, uma obra-prima absoluta! (WPC>)