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A história se passa no dia 15 de janeiro de 1985, quando Tancredo Neves foi eleito, de forma indireta, para presidente da República, o que marcou definitivamente o fim da ditadura militar. Os personagens centrais são um pai, que é sociólogo, e seu filho adolescente, que saem do Litoral e retornam a Porto Alegre.
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assisti em 22/10/2022 no capitólio. não detestei tanto quanto o pessoal aí embaixo detestou, mas confesso que fui sem nenhum tipo de expectativa (isso previne frustrações).
de repente fez sentido eu e os outros 2 velhos na sala vendo o caio ser o guri mais incrível do sul do brasil enquanto o reinaldo e a professora helena (asquerosa a escolha dessa atriz) desenrolavam uma trama extremamente desinteressante. não sei se gostei do filme, da experiência ou da bacanice do caio.
bizarra a ênfase em 1985 e na eleição indireta do tancredo. pra mim, essas observações fizeram mais efeito na justificativa do porquê foram incorporados elementos referentes a tempos passados. além disso aí, não vi nada demais... perdi alguma coisa?
eu até que achei legal (confesso: pelo caio). a relação entre ele e o pai era irreal e isso é óbvio, mas às vezes essa é a gracinha dos filmes!
nota 3/5 para o anarquismo e o "eles são o futuro".
A primeira sequência do filme instiga-nos pela estética. A partir disso ficamos na expectativa de um filme tecnicamente rico... Mas esbarramos na frustração... o restante da narrativa se move ou através de diálogos chatos no núcleo do pai ou através de ingenuidades inexplicáveis do filho. Outra coisa: essa relação de pai e filho com esse grau de cumplicidade me pareceu fora da realidade demais. Há uma situação que se dá ao fim do filme que jamais aconteceria... Não do jeito que foi representado. Aí fica forçado demais... O filme realmente não desce...
A sinopse é promissora e a seqüência de abertura é incrível. Mas o filme decai progressivamente: as interpretações são insossas e/ou sem a entrega necessária e a reconstituição de época é estereotipada, artificial, inautêntica, forçada... Quis gostar muito do filme e estou constrangido em razão de ele não ter funcionado nada comigo, mas talvez isso deva-se a um trauma pessoal envolvendo a minha ausência de paternidade. Como a trama é centrada na ampliação de um relacionamento entre pai e filho, num contexto de abertura política, senti-me atingido numa ferida aberta e desagradável. Surpreendentemente, minha mãe gostou do que viu, torceu pelo garoto, que sofre desventuras em sua peregrinação noturna após apaixonar-se por uma moça que o conduz às benesses do loló e da pornografia, mas eu não consegui embarcar nesse fascínio, sobretudo porque a atriz que interpreta seu interesse romântico é muito mais velha que a personagem. Há bons momentos no filme - ao menos, em potência - mas achei o resultado final desastroso. Espero ter a oportunidade de revê-lo em breve, pois tenho a forte impressão de que esta má avaliação de minha parte é sobremaneira injusta! :( - WPC>