Um bebê é encontrado nas montanhas. Na mesma paisagem grega, um cadáver será o alvo de uma investigação policial. Em algum tempo no futuro, um jovem se surpreende com o flerte de outro rapaz e, ao empurrá-lo, provoca um assassinato. Na prisão, ele se apaixona por uma carcereira de origem misteriosa, com quem tem um bebê.
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A diretora domima as convenções estéticas e narrativas arcaicas para transformar tragédia em ternura. Bom filme!
Se você gosta de um filme que foge ao estilo de narrar, como um bom Godard, vai apreciar isso aqui. A mim, me parece que o cineasta tem medo de narrar os fatos, com saltos bruscos no tempo e cortes estranhos. A música está ali, mas de forma tediosa. Se eu não lesse a sinopse, me sentiria perdido. Ainda bem que as atuações estão num nível de autoconsciência absurda, que vai da performance artística inerente aos próprios personagens à vaia dramática dos acontecimentos. Tem que estar atento.
Indicado ao Urso de Ouro e vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Berlim. Me falaram que a diretora não era fácil, mas para mim o filme estava indo muito bem até a meia hora final, quando se desloca para a Alemanha de fato. Adorei o ritmo, os silêncios apesar do título, a delicadeza de Iro e a fotografia. Fiquei vidrado e não senti nenhum sono apesar de assistir de madrugada. Interessante como a diretora utiliza do catártico jogo de futebol (Alemanha e Itália na semifinal da Copa do Mundo de 2006) para demarcar toda a cronologia do personagem, a partir daí é possível entender que o assassinato do começo do filme se passa em 1999 e a cena final provavelmente uns 30 anos depois. São detalhes. Me perdi em vários momentos, mas me remeteu a um texto do Ademir Luiz que colo um trecho aqui: "A grande arte não precisa fazer ninguém se sentir “cabeça” por estar diante dela. Muitas vezes ocorre o contrário: sentimo-nos estúpidos por não conseguirmos alcançar o pensamento ou as intenções de um grande artista. Quando isso ocorre, a culpa é sempre nossa, jamais do artista, se ele já passou pelo crivo do tempo e da história. O recomendável é tentarmos de novo, mas se desistimos quem perde mais somos nós, não a Arte". Portanto, que venham mais filmes de Angela Schanelec.
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Ninguém sorri, ninguém fala nada, tá todo mundo sempre com cara de puto, ja no início um grupo de jovens sai de um carro , um deles com as pernas ensanguentadas e o pessoal ignora e vai de boa fazer topless na praia , no mesmo grupo jovem ninguém interage entre si, na verdade se arrastam e se matam... A relacao entre o preso e a carcereira é esquisitíssima, em outro momento, futuro, nesmo um gol no último minuto de jogo na tv e ninguém tem absolutamente nenhuma reação emocional, nem as crianças. realmente esse filme tem alguns dos personagens mais esquisitos que eu já vi... Parecem zumbis. Filme difícil de chegar ao fim mas eu teimoso que sou, cheguei, se a música é a maior qualidade do filme, era mais fácil ter composto uma canção ou mesmo uma sinfonia.
pane no πάθος