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Duração
Antônio (Antônio Pitanga) ama Terezinha (Sibele Rúbia) e seu objetivo é deixar Atafona, pequena cidade de pescadores, que não oferece maiores perspectivas de vida. Antônio trabalha em um posto de gasolina, enquanto Terezinha passa os seus dias vendendo caranguejos aos poucos turistas que aparecem. É quando chega Clarisse (Norma Bengell), mulher rica da cidade grande. Ao conhecer Antônio, pouco a pouco Clarisse vai se interessando por aquele homem pobre e rude. O romance que começa a surgir entre os dois não abala Terezinha, que o vê como a grande chance de abandonar a vila e realizar seus planos de ascensão social. Para isso, estimula os encontros dos dois, sugerindo a Antônio que engravide Clarisse.
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Esse merece ser restaurado em 20K e ser exibido nos cinemas. PARA MIM, um dos melhores filmes brazuca... e a Norma Bengel, que mulé da porra!
- que filmaço! realmente uma pena que o pitanga não continuou dirigindo
- consegue mostra muito bem o fetichismo e o racismo da burguesia
- e o desespero para sair de uma vida sem recursos
- e que trilha sonora sensacional
A boca do mundo é um lugar que engole tudo, é onde as pessoas são tragadas e não conseguem mais sair. Esse título metafórico está perfeitamente de acordo com o cenário do filme, o distrito de Atafona no norte fluminense, conhecido pelo avanço do mar sobre as moradias, que produz paisagens distópicas há mais de quarenta anos. É desse lugarejo empobrecido que os personagens de Antônio Pitanga e Sibele Rúbia almejam sair, mas não conseguem; e para onde é atraída a ricaça neurastênica Clarice, que se apaixona por Antônio. A partir daí se estabelece a luta de classes e a tensão racial envolvendo três personagens que caracterizam a paisagem social brasileira: uma branca, um negro e uma mulata. É sobre isso que Antônio Pitanga quis falar com Na Boca do Mundo. O relacionamento entre Clarice e Antônio está fadado ao fracasso desde o início, mesmo que tenham afinidades, não porque Antônio Pitanga não acredita num relacionamento inter-racial (reparem no normalíssimo casal inter-racial vivido por Telma Reston e Milton Gonçalves numa rápida cena envolvendo os caranguejos na estrada) ou porque seu personagem ama Terezinha, é porque Clarice e Antônio pertencem a classes sociais distintas que não se misturam. O roteiro de Leopoldo Serran aponta um final muito ambíguo, aparentemente feminista, mas que não me convenceu. Um filme pouco visto desde sua estreia até os dias de hoje, embora importante. Uma estreia tão auspiciosa de Antônio Pitanga na direção que só justifica o seu esquecimento pelo apagamento do negro na história do cinema nacional.
nao consigo ver esse filme