No dia 27 de dezembro de 1968, Caetano Veloso foi retirado de sua casa em São Paulo, confinado em uma solitária por uma semana no Rio de Janeiro e depois transferido para outras celas. Ao todo, ficou 54 dias na prisão. Cinquenta e dois anos depois, o compositor traz memórias e reflexões sobre o período mais duro de sua vida. O artista faz um relato íntimo e detalhado sobre os dias na solitária, relembra e interpreta canções que marcaram o período de confinamento e revisita episódios dolorosos vividos com outros presos, como seu amigo Gilberto Gil, preso no mesmo dia.
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- sabia da prisão e do exilio do caetano durante a ditadura, mas é a primeira vez que vejo ele próprio falando dos seus dias em cárcere
- nítido como a emoção toma conta em vários momentos, mesmo depois de quase 60 anos as dores e traumas permanecem na alma
- uma ótima entrevista, mas como documentário deixa bastante a desejar, falta ritmo e uma melhor edição
Para não esquecer o que é uma ditadura.
''Não houve nenhuma ejaculação e nenhuma lágrima.''
Já sabia de todos esses relatos através da biografia incrível do Caetano (Verdade Tropical). Mas ve-lo narrando tudo dá uma outra dimensão aos fatos. Impactante, triste, emocionante.
Simplesmente impactante. Serve como complemento ao capítulo homônimo do livro de memórias do Caetano, "Verdade tropical".