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Data de lançamento
23 Março 2012Duração
O documentário retrata as diversas facetas do homem, suas parcerias com Paulo Coelho, seus casamentos, a fase de sucesso e principalmente tenta desvendar a enorme comunicação que suas músicas estabelecem e a legião de fãs que ele mobilizava e continua mobilizando agora, 20 anos depois de sua morte.
Raul Seixas morreu jovem porque viveu intensamente.
Rock’n roll, amor livre, Sociedade Alternativa, drogas, magia negra, ditadura militar, mulheres e filhas.
Um homem que queria viver da sua obra e morreu por ela.
O início, o fim e o meio se confundem, porque a história ainda não acabou.
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Cidade De Deus: A Luta Não Para (2ª Temporada)
Esse documentário sobre Raul Seixas retrata de forma muito honesta como foi a vida dele. Não romantiza sua história e também não esconde os momentos difíceis nem os erros que fez ao longo da trajetória.
Raul Seixas foi uma pessoa complexa, que viveu a vida mas que prejudicou muitos ao seu lado
Um documentário muito bom, facilmente um dos melhores que já assisti até hoje, não é um documentário “chapa branca”, não passam pano para nada, aqui conseguimos conhecer um pouco quem era o Raul além do artista, Raul Seixas, ou melhor, Raulzito, foi um artista singular, um poeta da transgressão, o eterno cowboy fora da lei que nasceu há 10 mil anos atrás que tinha medo da chuva e quando não tinha colírio usava óculos escuros atravessa as gerações e continua nos inspirando com suas músicas atemporais .
O documentário aborda vários pontos chaves da carreira do rei do rock, inicialmente observamos sua infância, o começo da sua carreira em Salvador, o impacto que Elvis e Luiz Gonzaga teve em sua obra musical, também mostra sua relação sempre conflituosa com o álcool, sua relação com o ocultismo, quem conhece a obra de Raul sabe o quanto o cara era ligado em coisas esotéricas e muitas das suas músicas eram claramente inspiradas na Thelema de Aleister Crowley.
Um ponto que me chamou atenção foi a forma corajosa que o documentário tocou em alguns pontos sensíveis da vida pessoal do artista, a exemplo da primeira esposa de Raul e a relação distante/inexistente do musico com a filha Simone, um dos pontos mais desconfortáveis, a filha nem gosta de falar sobre o assunto.
A conhecida e polemica parceria com Paulo Coelho também está lá em detalhes, inclusive, acho essa uma das partes mais curiosas do documentário, alguns momentos percebemos o desconforto nas falas de Paulo Coelho em falar dessa época que o mesmo julga como a mais sombria de sua vida, reacende até uma discussão antiga entre os fãs de Raul que muitas vezes supõe que Coelho foi o “começo do fim de Raul Seixas”.
As ultimas cenas do documentário são as mais impactantes e emocionantes, vemos um Raul já muito abatido devido ao abuso de drogas e álcool, foi nesse período que Raul conhecia o Marcelo Nova e os dois produziram um disco incrível chamado “A Panela do Diabo”.
16/07/2025
Raul – O Início, o Fim e o Meio
Nota: 9/10
Raul – O Início, o Fim e o Meio é um documentário pesado e bem montado que mostra Raul Seixas por inteiro na sua figura de gênio, rebelde e o homem cheio de contradições. Tem depoimentos fortes (Paulo Coelho, Caetano, família e amigos), imagens raras e uma vibe que mistura caos e poesia, igual como o próprio Raul era, saber sobre a primeira versão da letra "Por quem os sinos dobram" nossa, fantástico saber desses detalhes.
A direção acerta ao não romantizar, é menos tributo e mais depoimentos, mostra o artista como um homem em guerra com o sistema, com os outros e consigo mesmo. A vida dele foi rock’n’roll até o fim, e o documentário respeita isso.
Uma coleção de depoimentos que acaba deixando o lado musical frio e a música fica em segundo plano, a emoção dá uma esfriada. Mesmo assim, é um mergulho sincero e intenso na alma do Maluco Beleza.
Em resumo: profundo, carregado e emocionante com toda essência pra entender quem foi Raul.
Tem importantes entrevistas do Raul, Paulo Coelho, Claudio Coutinho, as filhas do Raul (Simone muito pouco pq essa relação dele tinha uma mágoa com a primeira esposa) , Marcelo Nova, até o dia da morte dele em 21 de agosto de 1989.