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Nascimento: 26 de Junho de 1942 (75 years)

Salvador, Bahia - Brasil

Gilberto Passos Gil Moreira, mundialmente conhecido como Gilberto Gil é um músico brasileiro, conhecido por sua inovação musical e por ter ganho os prêmios Grammys Internacional, Grammy Latino, Prêmio da Música Brasileira, entre outros...
Gil foi embaixador da ONU para agricultura e alimentação e Ministro da Cultura do Brasil (2003–2008). Em mais de cinquenta álbuns lançados, ele incorpora a gama eclética de suas influências, incluindo rock, gêneros tipicamente brasileiros, música africana e reggae, por exemplo.

Em 1963, Gil gravou e lançou o EP Gilberto Gil: Sua Música, Sua Interpretação, que continha quatro faixas composta pelo próprio. Desse, fora extraído o single "Decisão", samba conhecido e rebatizado depois de "Amor de Carnaval''. No final do mesmo ano, Gil conheceu Caetano Veloso que havia conhecido Gil pela TV e o tinha como um ídolo - apresentado pelo produtor musical Roberto Sant'Ana, e logo depois conheceu as cantoras Gal Costa e Maria Bethânia. Em junho de 1964, os quatro, Tom Zé e outros, realizaram o espetáculo "Nós, Por Exemplo...", inaugurando o Teatro Vila Velha, de Salvador, sob a direção geral de João Augusto e musicada e assinada por Gil e Santana, com repertório composto de canções próprias e de bossas de compositores como Dorival Caymmi.

Em 1968, Gil, influenciado pelos Beatles, resolveu incluir o rock e a música brasileira em "Domingo no Parque", interpretado ao lado da banda Os Mutantes. A canção ficou classificada em segundo lugar, além de ser premiado devido ao "moderno arranjo", feito por Rogério Duprat. Ao lado de "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso, a primeira tornou-se um divisor de águas na música brasileira, pois, a partir de então até o fim de 1968, foi instalado no cenário brasileiro um movimento revolucionário, influenciado por Oswald de Andrade e o movimento antropofágico, batizado como Tropicália - nome de uma exposição de arte criada pelo carioca Hélio Oiticica, durante a mostra Nova Objetividade Brasileira, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, que levou o nome. Porém, foi Nelson Motta, com o artigo chamado "A Cruzada Tropicalista", publicado no jornal Última Hora, em 5 de fevereiro de 1968, que batizou o movimento. Nessa época causa alvoroço com a censura com o programa que apresenta junto com Gal Costa e Caetano Veloso - ''Divino, Maravilhoso'' (”Divino Maravilhoso” tornou-se o nome de um programa semanal de televisão da extinta Tupi, dirigido por Fernando Faro e Antonio Abujamra e o grande novelista Cassiano Gabus Mendes, diretor da estação, trabalhando no corte de imagens. Apresentado por Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil, o programa foi ao ar de outubro a dezembro de 1968. Um programa totalmente anárquico, com cenas antológicas de Caetano Veloso preso em uma jaula comendo bananas ou plantando bananeira; além de um dos episódios, em meio a um improviso em que todos entram, Caetano grita a palavra de ordem, “Acabar com o velho!” e dá um viva a Rogério Duprat, que está sentado na platéia e ainda conta com uma Gal Costa sensual e meio rock n'roll. “Divino Maravilhoso” apresentou nomes de cantores então debutantes no cenário brasileiro, como Jorge Ben, Jards Macalé e ainda contou com participações de Nara Leão e dos grupos Os Mutantes, Beat Boys e Os Bichos, entre outros.

No dia 13 de dezembro, o governo militar decretou o Ato Institucional 5 (AI-5), que dava direito a dissolver o congresso, prender sem hábeas corpus, cassar mandatos e impor a censura, entre outras tragédias. Com o AI-5 a ditadura endureceu ainda mais. Na antevéspera do natal “Divino Maravilhoso” foi ao ar pela última vez, mostrando um provocante Caetano Veloso a cantar “Noite Feliz” com uma arma apontada na cabeça. A apresentação irritou aos militares e à família conservadora que sustentava o regime militar, após tirar o programa do ar, a polícia repressiva do governo prendeu, no dia 27 de dezembro, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Os cantores só seriam libertados na quarta-feira de cinzas de 1969, quando são escoltados pela polícia até Salvador, de onde partem para o exílio em Londres. Termina o programa e o próprio tropicalismo.
Para não comprometer os apresentadores, as fitas do programa são totalmente destruídas por seus diretores, ficando apenas registrado na memória de quem o assistiu na época, e muitas fotos. “Divino Maravilhoso” era uma resposta aos bem comportados programas da TV Excelsior: “O Fino da Bossa”, comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues, que foi ao ar de 1965 a 1967, e “Jovem Guarda”, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, de 1965 a 1969. Com “Divino Maravilhoso” o Brasil assistiu à ascensão e à queda do mais forte movimento musical desde a Bossa Nova o ''Tropicalismo'').

No final do mês, Gil, Gal e Caetano e outros músicos brasileiros participaram do Festival da Ilha de Wight, que reuniu cerca de 600.000 pessoas. O jornal The Guardian, um dos principais da Inglaterra, escreveu que "os três brasileiros anônimos", eram a atração principal do segundo dia do evento, que durou cinco, e teve a participação de grandes artistas como The Who, The Doors, Joni Mitchell e Leonard Cohen, bem como a última apresentação de Jimi Hendrix.

Em 24 de junho de 1976, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia, realizaram um espetáculo conhecido como "Doces Bárbaros". Logo após isso, o quarteto voltou a se apresentar, agora, no Canecão, onde permaneceram em cartaz por dois meses, batendo recorde de bilheteria na época. Essa turnê virou um documentário, Os Doces Bárbaros, de Jom Tob Azulay, e um álbum, Doces Bárbaros: Ao Vivo, lançado pela PolyGram. Hoje, o álbum é considerado uma "obra prima", porém, na época de seu lançamento (1976), foi duramente criticado por ser muito festivo.

Em janeiro e fevereiro de 1977, Gil foi a Lagos, na Nigéria, para participar, ao lado de Caetano, do II Festival Mundial de Arte e Cultura Negra. A partir de então, passou a trabalhar a temática afro em suas canções.

Nélson Pereira dos Santos, produziu em 1987 um filme intitulado Jubiabá, baseado na obra homônima de Jorge Amado, e convidou Gil para fazer a trilha sonora, em 1986.

Durante o VII Prêmio Sharp de Música, realizado em 4 de maio de 1994, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Gil recebeu de Dorival Caymmi uma homenagem por sua importância para a música nacional.

Em 25 de fevereiro de 1999, o álbum ao vivo Quantar, foi eleito o álbum do ano na categoria "World Music" do Grammy Internacional. Gil receberia a estatueta do Grammy, em uma apresentação realizada no Rio e em São Paulo, em maio do mesmo ano.

Vida pessoal:
Em 2009, o cantor obteve a cidadania italiana, por ser casado com Flora Giordano, neta de italianos.
O cantor é pai de oito filhos: Do casamento com Belina de Aguiar Gil Moreira teve: Nara de Aguiar Gil Moreira (1966) e Marília de Aguiar Gil Moreira (3 de fevereiro de 1967). Do casamento com Sandra Barreira Gadelha Gil Moreira: Pedro Gadelha Gil Moreira (17 de maio de 1970 - 25 de Janeiro de 1990). Preta Maria Gadelha Gil Moreira (8 de agosto de 1974) . Maria Gadelha Gil Moreira (13 de Janeiro de 1976). Com Flora Nair Giordano Gil Moreira: Bem Giordano Gil Moreira (13 de Janeiro de 1985). Isabela Giordano Gil Moreira (3 de Janeiro de 1988). José Gil Giordano Gil Moreira (27 de Agosto de 1991).