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Primeiro programa de entrevistas comandado por Jô Soares na TV Globo, o Globo Gente tinha os textos escritos por Manoel Carlos e a direção de Haroldo Costa.
Inicialmente, chamava-se Gente Global e era exibido na Terça Global, faixa de programação noturna da emissora, na se gunda terça-feira de cada mês. Em agosto de 1973, passou a ser exibido às quintas-feiras, no mesmo horário, e ganhou seu nome definitivo, Globo Gente.
Diversas personalidades passaram pelo programa. Além dos artistas do elenco da TV Globo, como Dina Sfat, Nívea Maria e Édson França, os cantores Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Creusa, Gilberto Gil, e Elomar. Também havia espaço para os profissionais desconhecidos do grande público, como a educadora Luci Silva Serra, por exemplo, que abordou o tema das crianças que exigem cuidados especiais. O humorista português Raul Solnado, que também fazia sucesso na época passou por lá. Além do jogador Tostão, o joalheiro Caio Mourão, o publicitário Geraldo Alonso, o colunista social Luiz de Assumpção e o ator Francisco Cuoco.
Depois do fim do programa no mesmo ano de 1973, Jô Soares continuou sonhando com seu próprio talk show, mas nunca encontrava espaço na grade da Globo para tal empreitada. Além do salário milionário, este foi um dos grandes motivos de sua ida para o SBT, que movimentou a televisão brasileira no fim de 1987.
O Jô Soares Onze e Meia, sucesso de público e crítica, foi exibido pela emissora de Silvio Santos entre 17 de agosto de 1988 e 30 de dezembro de 1999. Jô voltou para a Globo em 2000, quando estreou, no dia 3 de abril, o Programa do Jô, no ar até os dias de hoje
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Um resumo da crítica de Artur da Távola sobre a estreia do programa, publicada no jornal O Globo de 19 de abril de 1973: "Globo Gente pretende realizar dois aspectos modernos da comunicação: o jornalismo de 'gente' e a entrevista simples e direta, que anda meio sumida da televisão. (...) Bocós e convencionais não foram as entrevistas feitas por Jô Soares na estreia do programa. Foi buscada a linha de conversa leve, interferida pelo bom humor de Jô, sem, no entanto, enveredar pela comicidade. Finalidade: papo agradável. Foi conseguida. (...) Achei o Jô Soares um tanto nervoso. Fumando muito, falando com uma rapidez que atropelou palavras, inquieto na cadeira. Duas sugestões para terminar: vamos melhorar um pouco a cenografia? Vamos diminuir, pelo menos, um entrevistado para dar mais tempo para todos?".