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181Número de Fãs

Nascimento: 26 de Setembro de 1945 (71 years)

Salvador, Bahia - Brasil

Filha de Dona Mariah Costa, sua grande incentivadora que, em entrevistas, conta que passou toda a gestação de Gracinha - nome como era conhecida antes da fama - ouvindo rádio. Cresceu no Bairro da Graça, em Salvador. Na adolescência, trabalhou na loja de discos do jornalista Roni. Através desse emprego, sabia de todas as novidades musicais da época e tornou-se fã da bossa nova. Desde criança, tinha o sonho de ser cantora. No início dos anos 60, conheceu o ídolo João Gilberto que, segundo depoimento registrado no encarte da coleção "História da Música Popular Brasileira", disse-lhe, após a primeira vez em que a viu cantar: "Você é a maior cantora do Brasil". Nessa mesma época, também conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia, Tom Zé, Gilberto Gil, entre outros...
Estreou como cantora em junho de 1964, no show "Nós por exemplo", que marcou a inauguração do Teatro Vila Velha, em Salvador, atuando ao lado de Caetano Veloso, Tom Zé, Maria Bethânia, Djalma Correa, Alcivando Luz, Pitti, Fernando Lona e Gilberto Gil. Nesse ano, o grupo ainda apresentou, no mesmo teatro, o show "Nova bossa velha, velha bossa nova".
Sua primeira participação fonográfica foi no LP "Maria Bethânia" (RCA), cantando ao lado da amiga, que também estreava em disco LP, na composição de Caetano Veloso "Sol negro". Ainda em 1965, gravou seu primeiro compacto, pela gravadora RCA, contendo as músicas "Eu vim da Bahia", de Gilberto Gil, e "Sim, foi você", de Caetano Veloso.
Em 1967, gravou seu primeiro LP, "Domingo", lançado no mesmo ano, pela Philips, que dividiu com o também estreante Caetano Veloso.
A partir de 1968, o produtor Guilherme Araúj começou a empresariar a cantora, além de Caetano, Gil e Tom Zé, sugerindo a mudança de seu nome artístico de Maria das Graças para Gal Costa. Seguindo uma tendência do movimento tropicalista liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, deixou o cabelo crescer e adotou um estilo mais agressivo no seu modo de cantar, contrário ao estilo bossa-novista que adotava, anteriormente. Foi assim que, nesse mesmo ano, defendeu a composição de Gilberto Gil e Caetano Veloso, "Divino Maravilhoso", no IV Festival de Música Popular Brasileira, recebendo a terceira colocação. Foi considerada, pela crítica da época, a musa do Tropicalismo, alcançando grande popularidade. No emblemático LP "Tropicália", também lançado em 1968, participou das faixas "Parque Industrial", "Hino do Senhor do Bonfim", "Mamãe coragem" e "Baby". Essa última faixa havia sido composta por Caetano Veloso para Maria Bethânia gravar - inclusive foi ela que pediu ao irmão que fizesse uma música com esse nome, mas, como preferiu não participar do movimento tropicalista, deixou a gravação por conta da amiga. "Baby", que teve arranjo de Rogério Duprat, foi um marco em sua carreira. Dai em diante se tornou umas das maiores cantoras do Brasil.

ALGUNS PRÊMIOS DA CANTORA:
1968: TROFÉU IMPRENSA : REVELAÇÃO pelo disco ''TROPICÁLIA''
1969: TROFÉU IMPRENSA: MELHOR CANTORA pelo disco ''GAL COSTA''
1977: PRÊMIO VILLAS LOBOS: MELHOR CANTORA pelo disco ''CARAS E BOCAS''
1978: PRÊMIO PLAYBOY DE MÚSICA: MELHOR CANTORA pelo disco ''ÀGUA VIVA''
1979: APCA: MELHOR CANTORA pelo disco ''GAL TROPICAL''
1979: PRÊMIO VILLAS LOBOS: MELHOR CANTORA pelo disco ''GAL TROPICAL''
1980: PRÊMIO PLAYBOY DE MÚSICA: MELHOR CANTORA pelo disco ''AQUARELA DO BRASIL''
1981: PRÊMIO PLAYBOY DE MÚSICA: MELHOR CANTORA pelo disco ''FANTASIA''
1981: APCA: MELHOR CANTORA pelo disco ''FANTASIA''
1982: TROFÉU IMPRENSA: MELHOR CANTORA pelo disco ''MINHA VOZ''
1984: TROFÉU IMPRENSA: MELHOR CANTORA pelo disco ''PROFANA''
1985: TROFÉU IMPRENSA: MELHOR CANTORA pelo disco ''BEM-BOM''
1987: PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA: MELHOR CANTORA pelo disco ''LUA DE MEL DO JEITO QUE O DIABO GOSTA''
1990: APCA: MELHOR CANTORA pelo disco ''GAL PLURAL''
1990: PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA: MELHOR CANTORA pelo disco ''GAL PLURAL''
1990: APCA: MELHOR CANTORA pelo disco ''GAL PLURAL''
1992: PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA: MELHOR CANTORA pelo disco ''GAL''
1993: APCA: MELHOR CANTORA pelo disco ''O SORRISO DO GATO DE ALICE''
1993: PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA: MELHOR CANTORA pelo disco ''O SORRISO DO GATO DE ALICE''
1994: APCA: MELHOR SHOW ''O SORRISO DO GATO DE ALICE''
1994: PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA: MELHOR SHOW ''O SORRISO DO GATO DE ALICE''
1995: PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA: MELHOR CANTORA pelo disco ''MINA D'ÀGUA DO MEU CANTO''
1997: PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA: MELHOR CANTORA pelo disco ''ACÚSTICO MTV''
1999: PRÊMIO MELHORES DO ANO DOMINGÃO DO FAUSTÃO: MELHOR CANTORA pelo disco ''GAL COSTA CANTA TOM JOBIM"
2001: PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA: CONJUNTO DA OBRA
2011: PRÊMIO À EXCELÊNCIA MUSICAL GRAMMY LATINO PELO CONJUNTO DA OBRA
2012: PRÊMIO MULTISHOW MELHOR SHOW ''RECANTO''
2013: PRÊMIO CONTIGO! DE MELHOR CANTORA DE MPB pelo disco ''RECANTO GAL AO VIVO''
2014: PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA POP / ROCK: MELHOR CANTORA pelo disco ''RECANTO GAL AO VIVO''

Em 2012, Gal Costa foi eleita a 7º maior voz da música brasileira de todos os tempos, pela revista Rolling Stone.