Dirigido por
Júlia de Souza Matos é uma ex-presidiária, que ganha liberdade condicional após onze anos de prisão. Ela foi presa por atropelar acidentalmente um homem durante a fuga a um assalto a um banco. Sua filha, com apenas 4 anos, é enviada a um orfanato e meses depois, vai morar com sua milionária tia, irmã de Júlia. Após sair da cadeia, onde sofreu muito, ela tenta se reaproximar da filha, Marisa de Souza Matos, tendo como principal obstáculo a irmã, Yolanda de Souza Matos Pratini, que criou a menina cercada de luxos e mimos, já que ela teve dois filhos que morreram recém-nascidos, ficou com um grande trauma de ter filhos novamente e viu na sua sobrinha a filha que ela sempre quis ter. Yolanda é uma socialite que optou por se casar por interesse para subir na vida, sempre teve inveja da irmã, e desde que Júlia foi presa, ela faz de tudo para afastar Marisa da mãe, já que ela acha que Júlia poderá influenciar negativamente a filha. Ela queria que Marisa e a irmã trilhassem o mesmo caminho de sucesso, luxo e poder, assim como ela mesma fez. Júlia, corajosa e determinada, tenta, sem muito sucesso, se restabelecer fora do presídio, tentando arranjar emprego, enquanto faz das tripas coração para ser aceita pela filha. Marisa é uma adolescente de temperamento rebelde, não se lembra do pai, e é dominada pela tia, que a criou. Ela é a única que consegue conter o jeito brigão e encrenqueiro de Marisa, assim como a mãe. Em meio a tudo isso, Júlia acaba se envolvendo amorosamente com Cacá, um diplomata desiludido com a profissão. Tudo o que ela quer é o amor e o perdão de sua filha. Júlia vai morar com Cacá e arranja um emprego temporariamente.
Ao aproximar-se da filha com outra identidade, ela se disfarça e passa a conviver com a filha como uma garota da idade dela, sendo que Marisa nem desconfia de que a amiga é sua mãe. Júlia luta para que Marisa, à beira de um casamento precoce, tome decisões maduras perante a vida. Marisa é influenciada pela tia a casar por interesse e aceita casar com Beto, filho de boas famílias, e passa a seduzi-lo e acaba engravidando para dar o golpe da barriga, nada do que ela queria, mas o que ela fez para agradar à tia.
No dia do casamento da filha, Júlia revela ser sua mãe e tenta impedir a cerimônia, sabendo que a filha vai sofrer por ter agido impulsivamente, mas não obtém sucesso. Ela bebe muito na festa e passa a dar escândalos. Ela é o oposto da irmã: sincera, mas brigona e escandalosa. A irmã é falsa, mas chique e discreta. Marisa morre de vergonha da mãe, e diz que sua tia é sua mãe. Durante a recepção da festa, acaba por agredir com palavras e pancadas, sem nenhum motivo, completamente embriagada, Franklin, o pai do noivo de Marisa, Beto que irá se casar porque a engravidou e não teria como escapar. Graças à atitude precipitada de uma convidada, Áurea, de chamar a polícia, Júlia acaba novamente presa, bêbada e gritando muito e xingando, para desgosto da filha, que chora de raiva da mãe.
Júlia é jogada alcoolizada e maltrapilha num camburão e condenada a mais seis meses de prisão. Ao entrar no camburão, Júlia promete vingança, considerando isso mais uma humilhação por conta da irmã e da filha e diz que as duas são iguais e se merecem. Ela jura a si mesma que ninguém mais a humilhará pelo seu passado.
Após sair da cadeia, Júlia passa a se tratar e para de beber. Ela conhece um milionário - Ubirajara - e eles passam a namorar, pois ela foi abandonada por Cacá. Após meses sem falar nada a irmã e a filha que ela saiu da cadeia, ela aceita se casar com o milionário Ubirajara somente por dinheiro a princípio. Ele é um homem muito solitário e se revela totalmente apaixonado por ela, redescobrindo os prazeres da vida e Júlia, sem querer, descobre com ele o verdadeiro amor.
Após uma viagem internacional de lua-de-mel e um providencial banho de loja, retorna exuberante, milionária, toda maquiada, com roupas de grife, e com saltos super altos, se transformando numa mulher chique e poderosa, que ninguém pisará mais. Ela volta numa limousine cara e importada, no dia da inauguração da discoteca Dancin' Days, sob a direção de Hélio, surpreendendo a todos — principalmente a Yolanda e a Marisa —, marcando assim a virada da personagem. Ela chega dançando muito, rebolando ao som alto das músicas modernas. Ela tira o roupão que vestia e passa a dançar com roupas curtas em cima das mesas, com um copo de whisky junto. Mais uma vez Marisa sente vergonha da mãe, que dá um show de sensualidade. Os homens gritam pedindo mais. Yolanda se choca e diz que a irmã virou prostituta e deu um golpe milionário. Júlia quer mais é aparecer e causar muitas polêmicas, além de envergonhar a irmã e a filha.
Após um show de sensualidade na pista de dança, nas mesas e balcões, Júlia dá início ao seu plano de vingança: pisar nas pessoas que a fizeram sofrer - Cacá, que, ao reencontrá-la, não teve coragem de se separar da noiva, além de tê-la abandonado na cadeia, a filha, Marisa, que sempre a rejeitou. Também se vingará de Yolanda, que se encontra separada de Horácio está totalmente falida, sofrendo na pobreza e pagando pelas maldades que fez.
Júlia se torna uma mulher admirada por todos, assumindo a mesma postura fútil que marcava a personalidade da irmã, humilhando-a diante da sociedade. Após uma separação amigável de Ubirajara, Júlia irá lutar pelo grande amor de sua vida - Cacá e querendo aproximar-se da filha, Marisa, que continua a rejeitá-la. No final, Júlia conseguirá o perdão de sua filha, que entretanto se separa de Beto, e aproximar-se-á de sua irmã, Yolanda, que começa a trabalhar numa revista e sofre uma reviravolta na sua vida, tornando-se compreensiva com todos. A novela termina com Júlia reconquistando o grande amor de sua vida, Cacá.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
Repleta de conflitos sociais que refletem a busca por liberdade e identidade. A estética vibrante e a trilha sonora contagiante tornam a experiência ainda mais envolvente.
Fiquei muito impressionado e sensibilizado com a morte de Celina.
Mais um novelão concluído com sucesso. Achei a trama muito à frente de seu tempo e fico imaginando como foi recebida pelo público da época. Traz um protagonismo feminista muito forte, algo que, particularmente, eu não havia visto nem antes, nem nas novelas posteriores que assisti. As personagens femininas são o grande charme da história, e todas são muito bem construídas.
Outra ousadia foi apresentar uma anti-heroína como protagonista e, além disso, seu par romântico ser um homem sensível e vulnerável. O tema principal, a reabilitação social de uma ex-detenta, também me pareceu bastante transgressor. Era uma novela que tinha tudo para não funcionar, mas funcionou.
Não percebi problemas no ritmo, exceto nos capítulos finais, onde fica evidente uma leve "barriga", mas nada que comprometa a obra como um todo. Posso colocá-la com segurança na minha lista de melhores novelas já vistas.
E, para finalizar, que atriz era Yara Amaral! Ela me emocionou diversas vezes. Na minha opinião, as novelas atuais estão fracassando por não conseguirem mais compartilhar essa emoção genuína com o público.
a primeira fase é tão, mas tão superior.. achei o desenvolvimento das personagens péssimo, sinto q muitos foram descaracterizados ou só ficaram desgostáveis mesmo, principalmente a Júlia, pra quem a gente devia torcer; ela ficou insuportável, até certo ponto dava pra relevar, mas não, ela vai ficar assim mesmo.
no começo era tão gostosinho acompanhar, simpatizava com todos personagens, com as tramas. a essa altura odeio a maioria deles, não torço nem me importo com nenhuma das histórias mais, só quero acabar logo (devem faltar uns 10 capítulos). achei que a novela ficou muito jogada nesse final, ainda mais época de natal e ano novo, tava uma atmosfera meio deprimente.
acho que muita coisa ficou mal acabada. uma pena q uma narrativa tão bem pensada, cheia de potenciais, tenha sido executada dessa forma.
não superei a Neide saindo daquele jeito, toda aquela trama de suspense pra nada, e nunca leram o conteúdo da carta!
Edit: acabei de assistir e mantenho minha opinião, mas preciso elogiar esse elenco MARAVILHOSO, que se entregaram do início ao fim. Foi muito bom acompanhar tanto talento nesses 174 capítulos :')
Primeiro capítulo em 14/03/23. Empolgou bastante saber como se dará a relação de Yolanda e Julia. E o que Marisa vai aprontar. Nas cenas do próximo capítulo Lauro Corona. Que homem, amiguinhos.
Assisti Dancin´Days (1978-1979) de Gilberto Braga no DVD Globo Marcas. Dirigida por Daniel Filho. A maioria dos capítulos eu fiz maratonas nos fins de semana. Linda a história do Cacá e da Júlia, interpretados por Antônio Fagundes e pela Sonia Braga, excelentes diálogos. Muito bom o texto quando o Cacá repreende o seu pai para não ser piegas e penitente, que é um lugar comum na tristeza.
A Júlia tinha uma personagem complexa. Ela fica presa vários anos, a irmã, interpretada pela Joana Fonn, esconde da sobrinha (Glória Pires) a história da mãe. Mostra bem a hipocrisia da sociedade que discriminava a ex-presidiária, até que ela volta moderna, com dinheiro, promovendo altas festas, aí todos a bajulam.
Muito rico também o personagem do Alberico interpretado brilhantemente pelo Mário Lago. Ele era um sonhador que vivia colocando a família em problemas financeiros. Para melhorar o orçamento da família alugavam os quartos. Incrível a personagem da Áurea, interpretada pela maravilhosa Yara Amaral. Filha do Alberico, casa bem, ganha um posto social e passa a viver de futilidades. Preconceituosa, é a primeira a querer longe a ex-presidiária. A irmã é interpretada pela Pepita Rodrigues. A esposa do Alberico é interpretada pela Lourdes Mayer.
O outro triângulo é bem jovem com os belos Lídia Brondi, Glória Pires e Lauro Corona. Ele e a personagem da Glória casam muito cedo, arrumam filho e as desavenças começam com a imaturidade. Cláudio Corrêa e Castro faz um pai castrador que não mede esforços para demover os filhos de suas escolhas, mesmo que sejam ilícitas suas ações. A novela é o no formato antigo, mais maniqueísta e com quadros muito longos.
O elenco todo é muito bom: Dancin Days foi líder de audiência do Canal Viva em 2014.