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21 Set. 2012Duração
Muito antes da chamada aldeia global existir e da internet se propagar pelo mundo, o Brasil já era global. País antropofágico pela própria natureza, em que o novo e o velho, o estrangeiro e o nativo, não só conviviam como eram misturados, assimilados e recriados a todo momento. Que terra é essa em que, em plenos anos 60, um canto de capoeira se fundia à força agressiva do rock n’ roll para entrar nos lares de milhares de famílias sob o nome de Domingo no Parque? Que nome dar a esta geleia geral? Tropicalismo!
O diretor, que cresceu ouvindo as ousadias sonoras de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Mutantes e Tom Zé, que não entendia as letras em inglês mas adorava os arranjos de um tal de rock n roll, conduz o espectador por uma viagem de sons e imagens através da história de um dos mais emblemáticos movimentos culturais brasileiros. Em um panorama afetivo construído com uma miscelânea de referências, entrevistas, pesquisas, imagens e, claro, canções, o espectador passeia pelos férteis, polêmicos e violentos anos de 1967, 1968, 1969.
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- ótimo documentário sobre um dos movimentos mais criativos e vibrantes da nossa cultura
- mostra um pouco dos bastidores, nomes e rostos que estavam por trás e não tem o reconhecimento que merecem e também as influências, como a maravilhosa banda de pífanos de caruaru
- foca mais em caetano e gil, mas rita e tom zé tem aquele brilho especial e são queridos demais em nossos corações
- claro, também fala sobre a odiosa ditadura militar e como ela foi danosa ao movimento e seus integrantes
Pois é, gostei e só...
Muito bom ver boas imagens e registros dessa época, senti mais falta de depoimentos, muitas cenas e imagens foram mostradas, tirando isto. Foi ótimo.
necessário!
Esse movimento liderado por Caetano e Gil surgido em 1967 se funde diretamente com o painel político brasileiro da década de 60. O documentário aborda os anos de 67, 68 e 69 essa relação turbulenta da classe artística (Música, Cinema, TV) com o nosso governo autoritário da época e os efeitos da ditadura só aumentavam essa tensão. Pode-se resumir que em 67 e 68, os cantores mostravam suas vozes numa grande revolução musical e o movimento da Tropicália estava a todo vapor, com ideias se espalhando para todos os cantos. Isso tudo incomodava demais o governo, mas no fim de 68 (em Dezembro) surgiu o fatídico AI5 e a situação mudou drasticamente. Resultado, muitos artistas foram presos e tiveram que fazer um forçado exílio no exterior, entre eles Gil e Caetano. O filme vale como registro importante, mas a execução do documentário foi apenas razoável.