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Últimas opiniões enviadas

  • Pricilla Samezima

    Se você sobreviveu a duas horas de filme e não entendeu nada, segue spoiler.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    No livro desde o começo percebemos que Jake e o zelador são a mesma pessoa. E a única coisa real é o diálogo de um casal quando encontram o corpo do zelador. E algumas partes escritas em um diário que também é encontrado com ele morto.

    O zelador trabalhou na escola por muito tempo e não tinha ninguém. Nem família, muito menos amigos. Ele era tímido e introvertido. Extremamente inteligente, mas por causa das suas fobias e medos, deixou os estudos.
    Os seus pais morreram há muito tempo então ele era desacostumado com afeto e contato social. Carregava alguns lapsos de memórias da vida, mas nada muito claro. No filme, na cena qual Jake apresenta a namorada aos pais. A mãe dele o beija e ele não aceita muito bem, isso porque é algo que ele nunca teve.

    No diário, subentende-se que algumas partes são verdadeiras. Por exemplo: Ele realmente encontrou uma moça no bar quando era jovem, mas não teve coragem de dar o número dele a ela. E a partir disso ficava pensando constantemente como poderia ser a vida dele se tivesse dado o número, se eles estivessem namorando, etc. Então ele mesmo tentou criar a continuidade da história, sob a perspectiva dela. Como mostra no filme. Ele se prende nas próprias fantasias pois está tentando lidar com a questão da solidão.
    E mesmo na história que ele inventou, ele fica se perguntando se é bom ou ruim ter um relacionamento, se apegar as pessoas... Esses questionamentos fazem com que até mesmo dentro da própria imaginação dele o relacionamento não dê certo. No final ele percebe que todos nós precisamos de alguém. Então ele se mata. Ele se mata porque ele existia de uma forma que ele não queria existir.

    Isso fica muito claro na cena do balé, no filme. Mostra um dançarino que representa uma versão idealizada de quem o Jake queria ser. A Jovem, que é a idealização de um relacionamento que ele queria. E o terceiro personagem que entra e o mata também é ele mesmo sendo responsável por acabar com tudo. Pois a decisão sempre foi dele.

    Mas o mais incrível de tudo é quando o filme está acabando e todos estão lá para homenagear Jake e ele diz que graças ao amor da namorada ele conseguiu atingir a grandeza. Porém, a namorada é ele mesmo. Não somente no filme como no livro, conseguimos perceber que ele quer viver no mundo onde sua superioridade é falsamente afirmada. O tempo todo.
    Principalmente nas cenas do carro, quando ela pergunta sobre algo e ele já começa a dissertar. Ou na cena do jantar quando os pais questionam mais sobre a vida dela, ele tenta retornar o foco pra ele. E como ele é brilhante e blá-blá-blá. Os personagens dele são baseados nele mesmo, mas o protagonista é ele.
    Ele quer sempre parecer o mais importante, superior e mais poderoso, porque no fundo ele sabe que não é.
    Ele inventa histórias para acreditar que a vida dele foi diferente ou para que a pessoa que lerá o diário dele após o suicidio possa acreditar também.

    A cena mais impactante do filme, para mim: A menina daquela sorveteria no meio da Nebraska diz pra Jovem depois de entregar o sorvete “Estou preocupada”. Essa cena me tocou muito pois ela estava se referindo a mente do narrador; que não é um lugar seguro.

    A parte mais impactante do livro, pra mim: O Jake escreve no diário que ele quer alguém pra conhecer ele de verdade, quase como se aquela pessoa pudesse ter acesso a mente dele. Uma conexão que não é biológica como entre pais e filhos, mas uma relação que ele pudesse escolher. Porque é muito mais difícil conseguir uma relação com alguém desconhecido do que uma relação biológica. Não estar conectado pelo sangue, mas estar conectado de outra forma.

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  • Pricilla Samezima

    Duas horas de filme pra chegar a seguinte conclusão:

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    Sebastian conseguiu seu próprio clube de Jazz e Mia, o papel principal que da início a sua carreira de atriz. No reencontro, se olham e refletem sobre como a vida poderia ter sido se tivessem ficado juntos. Nós também mergulhamos nessa fantasia, até que a realidade vai retornando de acordo com a última nota tocada no piano. Antes de acabar o filme, ainda compartilham um último sorriso e cada um segue a sua vida. Fim.

    Vejo muitas pessoas comentando sobre como o final foi dolorido (...) Mas a realidade é curta e grossa: Por mais que estivessem apaixonados, a busca pela a realização pessoal/profissional se sobrepôs. Talvez uma crítica ao mundo atual. Se esforçaram mais pela carreira do que em manter o relacionamento.
    Eles precisaram um do outro pra chegar aonde estão e serão eternamente gratos, mas não ficam juntos. E isso tem que parar de ser retratado como algo ruim, pois não significa que ambos estejam infelizes. Eles continuam se amando, mas Mia também ama seu marido e sua filha. O filme passa a mensagem de que cada pessoa tem um papel significativo na sua vida. Aonde quer que você vá, com quem quer que você esteja. Tudo se mantém dentro de você.
    Eu super entendi que o diretor não quis que se tornasse um conto de fadas hollywoodiano. Ele até chegou a dizer que “Muita coisa vem depois dos felizes para sempre. Mas quando você tem duas pessoas que dividem uma memória. Há algo muito puro nisso, e nada pode manchar essa memória”.

    O final pra mim foi autêntico. Gosto do sentimento que fica de que talvez se as coisas tivessem sido mais fáceis, se o mundo artístico fosse mais acessível e que nem todos os artistas precisassem chegar a fama ou ter um negócio próprio para poder se manter financeiramente e ao mesmo tempo viver sonho/ideal de cada um. Talvez eles poderiam ter ficado juntos, como vemos no trecho da idealização da vida dos dois juntos. Aonde tudo acontecia com mais facilidade, sem tantas portas fechadas pra ambos.

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  • Pricilla Samezima

    Mais do mesmo. O que me frustrou:

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    O triângulo amoroso entre Marco, Elle e Noah.
    Se não fosse dar um final plausível para o Marco era melhor nem ter inserido o personagem na trama. Ele merecia muito mais.

    Chloe, não teve destaque. Colocaram ela pra enfatizar uma competição desnecessária entre duas mulheres. Uma estudante perfeita que cuida de um menino totalmente desequilibrado. Nela ele consegue encontrar o seu eixo, como é ressaltado na cena que ele pensa em socar o Marco, mas não o faz. Foram muitos pontos errôneos de como foi retratada a relação de ambos. O que foi aquela cena dele somente de toalha com os amigos e ela livre pra exigir que ele se vestisse? A explicação do brinco foi a mais ridícula de todas e EU espero que as adolescentes não acreditem nessa baboseira só porque um filme quis mostrar que às vezes um diálogo resolve. Sério?

    A Elle querer entrar em Harvard so por causa do Noah? Me poupe. Ela tem que querer entrar na Harvard porque é a Harvard.

    O casal gay. Aquilo aconteceu mesmo? Não deu nem tempo de assimilar os personagens, só quiseram inclui-los pra mostrar representatividade. E no fim nada foi representado.

    A relação entre o Lee e a namorada dele. Gente, para né. Ele deixou a menina ir com uma fantasia ridícula, esqueceu de ir com ela no cinema. Enfeitou as abóboras antes dela chegar. Deixou ela ir embora sozinha e foi jogar com a Elle (...) Sinceramente eu pensei que em algum momento a Elle ia se tocar devido o que ela estava passando com o Noah. Pensei que teria alguma conexão dela ir visita-lo em Boston e ver como ele se comporta com a Chloe e isso seria um insight pra ela se afastar um pouco do Lee, por consideração a namorada dele. Mas não. Ela continuou invasiva na relação. Bla bla bla.

    Existem muitos estereótipos no filme, mas o que mais me surpreendeu foi o Marco querer justo a Elle. E eles terem que convence-lo a participar da barraca exatamente como no primeiro filme. Inovar pra que né.

    A barraca do beijo: ficou totalmente em segundo plano, porque o que ganhou, na minha opinião foi a competição de dança e a relação entre o Marco e a Elle. Foi bem instigante. E o que tacaram fogo depois.

    Não sei qual o bloqueio do diretor de acabar logo com esse relacionamento da Elle e do Noah. O primeiro filme foi uma graça e tal. Mas, o ser humano é feito de rotinas. No primeiro filme todos estavam próximos, estudavam juntos, o contexto era outro. Sem desmerecer relacionamentos a distância. Mas muitas vezes os relacionamentos acabam, aquela impressão inicial de quem a gente ama vai se esvaindo. Não sei se os atores já não estavam mais tão envolvidos, se eles levaram algo da vida pessoal pras telinhas. Mas o que deixou a destacar foi desgaste emocional entre ambos. Eu não senti a química entre Noah e Elle como houve entre Elle e Marco. Queria que o diretor tivesse deixado um pouco mais natural e menos contos de Cinderella.

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  • Alan Guimarães
    Alan Guimarães

    Oi, Pricilla, obrigado pelas curtidas das minhas três listas de filmes sobre História e também de Antropologia e espero que você tenha gostado delas. Abraços.

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

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