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Duração
Depois de 12 anos, François (Jean-Claude Brialy) retorna à sua vila, na França, onde passou toda a infância. Ele percebe que a localidade não sofreu grandes mudanças, ao contrário das pessoas, que nem mais reconhece. François dedica especial atenção ao seu problemático amigo Serge (Gérard Blain), que passa o dia inteiro às voltas com a bebida, sem dar qualquer atenção à esposa grávida.
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Primeiro longa de Chabrol.Não tão envolvente quanto aqueles futuros filmes que iria dirigir,mas já apresentava seu tipo de drama.Meio que uma autobiografia e uma homenagem aos grandes filmes com a temática.
>Assistido em 26 de Janeiro de 2023
24/04/2022
Bonzinho
Como comentaram aí abaixo, concordo que há insinuações de uma atração homoafetiva, mesmo que esse não seja o principal ponto do filme. É sobre frustrações, amor e amizade. Aqui fica claro que, quando não pela bebida, cada um faria qualquer coisa pelo outro, como mostra o final. Esta sequência derradeira é impressionante e muito bem dirigida pelo então estreante Chabrol. Nas Garras do Vício, enfim, marca o início da Nouvelle Vague e é um ótimo filme.
Lembrei-me do dia em que, depois de muita procura, encontrei um grande amigo de infância em uma rede social - amigo esse que não via há anos. Fiz contato por mensagem, me identifiquei, e, para minha surpresa, recebi um "não me lembro de você". O pensamento canônico que me veio foi: "como é possível alguém esquecer um grande amigo?". Duas hipóteses se abriram: ou ele realmente se esqueceu; ou eu faço parte de um passado que ele quer esquecer. Preferi deixar o passado em seu devido lugar - mas François, não.
A nostalgia tem seus lados. Seja para quem busca, como para quem é o objeto de busca. Se as faltarem palavras; se o choque entre os conhecidos-desconhecidos ocorrer; talvez seja porque é hora de criar novas lembranças, novos momentos - como, por exemplo, carregar o amigo alcoólatra até o parto do seu primogênito.
Abordagem árida, cortante, de Chabrol; mas que ainda assim consegue transmitir um quê de sentimentalismo em meio a tanta frieza.
Os planos comparativos de crianças e dos personagens adultos, me soaram quase espectrais; como se os pequenos fossem uma assombração nostálgica que acompanha os personagens, atormentando-os.
Pessoas como o Serge existem de montão até hoje em dia. O tipo desprezível que "afoga" na bebida as frustrações e problemas da vida, e pior ainda, maltrata e agride as pessoas que ainda se importam com ele, mesmo ele não merecendo essa atenção.
Apesar do tema sério, o filme não é tão interessante assim.