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Jimmy sonha em ganhar uma fortuna para se casar com Betty. Colegas do seu trabalho mandam um falso telegrama anunciando que ele recebeu um prêmio de US$25,000. A premiação faz com que ele seja promovido, que compre presentes para sua família e amigos e pede Betty em casamento. Ao descobrir a verdade, Jimmy se vê envolto em problemas.
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20.12.1990
Comédia romântica alegre e festiva, com um adorável clima de fim de ano, mesmo sem ser um filme diretamente natalino. Mas como assim, se até o ‘Natal’ aparece no título? O tal ‘Natal em julho’ é uma antecipação das comemorações e compras caras que o protagonista faz, ao saber que é ganhador de uma bolada. Na trama, um jovem quer mudar de vida e investir no futuro, ajudando sua mãe e se casando, e por isso participa de uma espécie de concurso/loteria. Mas seus amigos o enganam, fazendo uma brincadeira ao dizer que ele é o ganhador. O rapaz então, felicíssimo, dá-se um banho de loja, como se fosse no Natal. Mas e agora, como será o ‘depois das compras’ ao saber que ele não ganhou nada? Em dado momento o filme assume o lado ‘pastelão’, com tortas voando nas pessoas e gente escorregando – nos Estados Unidos esse subgênero chamado ‘comédia pastelão’ se chama ‘Screwball comedy’, com situações malucas e burlescas, muito consumida e influente no cinema norte-americano dos anos 30 e 40. O filme todo é narrado pelo personagem a sua namorada no terraço de um prédio, em que ele imagina sua vida transformada ao ser rico. Dick Powell, de ‘Até a vista, querida’ (1944), e Ellen Drew, de ‘A ilha dos mortos’ (1945), são o adorável casal central dessa história, escrita e dirigida por Preston Sturges, premiado com o Oscar de melhor roteiro por ‘O homem que se vendeu’ (1940) – aliás, este foi seu primeiro filme como diretor, lançado meses antes de ‘Natal em julho’. Originalmente da Paramount Pictures, o filme foi relançado em DVD pela Classicline.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Muito agradável toda a confusão da situação mas o melhor mesmo é aquela leve observação crítica aquele velho sonho de consumismo e da publicidade em meio ao caos da guerra e da miséria.
Não chega a ser marcante como os grandes clássicos do diretor Frank Capra, cujas histórias se assemelham muito a desse filme, mas essa obra do diretor Preston Stuirges tem uma narrativa fluida e um roteiro pouco previsível que fazem dele algo ao mesmo tempo divertido e emocionante. Destaque para a cena final envolvendo um gato.
Acentua valores importantes (família, auto-estima, perseverança) e põe em verdadeira perspectiva aqueles inferiores (dinheiro e poder, sobretudo) em uma narrativa divertida e adorável.