Entre melanina e planetas longínquos, NEGRUM3 propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um filme‐ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora.
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É belíssimo, é necessário.
Amei cada segundo.
Retrato da juventude preta, lgbtqi, urbana e BR que vem conquistando e ocupando espaços.
Particularmente gostei, apesar de não ser de SP, as cenas e as pessoas pareceram tão familiares que tudo que eu quero agora é a cura do coronga e dinheiro no bolso pra dar meus rolê.
Obviamente é curto, então não dá pra falar de tudo que há pra falar, mas vejo como um tributo a minha geração, pra não sermos esquecidos, pra afirmarmos que aqui estivemos e aqui resistimos.
Que o futuro veja de onde veio e por onde esteve.
"Eu amo estar viva, eu amo viver [...] negrume pra mim é esse lugar, o maravilhoso brilho da noite"
A peça é visualmente linda, com todo brilho, pungência e personas. A narrativa e a clareza também são sensacionais, com um frescor e vitalidade jovem e combatente, transgressor.
Crítica que escrevi para o Papelão Povera (edição 27), 06/12/2019, no Festival de Cinema Primeiro Plano e Mercocidades:
Potente, deslumbrante e estimulante. Um dos melhores do festival. Destaque para a performance de Aretha Saddick e o tecno babadeiro agitando o final da sessão. “Já ganhou, já ganhou!”, brinca Marcella Silveira.