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As diferenças entre homens e mulheres na pequena cidade de Cunha, que possui apenas 22 mil habitantes e fica situada na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os entrevistados, pessoas comuns que vivem na cidade, mostram a noção do mundo e da diferença entre os sexos que possuem.
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Nesse documentário completamente diferente, cuja linguagem de cinema é moderna e por um lado, revolucionária, o diretor e roteirista Marcelo Masagão vai até Cunha, uma cidadezinha de 22 mil habitantes no interior de São Paulo (divisa com o Rio de Janeiro), e lá grava uma série de depoimentos de pessoas comuns que falam seus pontos de vista sobre a diferença das mulheres e dos homens. Aparecem figuras como um delegado, uma freira, uma cabeleireira, uma dentista, um professor gay, um taxista, dois ou três casais, com suas ideias sobre gênero, responsabilidade familiar, moral e costumes, em conversas informais e bem-humoradas. Percebe-se que o diretor explora a ambuiguidade e a neurose, por meio das histórias desses indivíduos simples, alguns com visões conservadoras, típicas de uma cidade bairrista, e outros com pensamentos avançados e críticos.
O diretor organiza os depoimentos com truques visuais e sobreposição de planos, de maneira divertida, mesclando o preto-e-branco ao colorido – é do próprio Masagão essa montagem criativa. Em dado momento do filme, os entrevistados assistem aos próprios depoimentos, e a câmera foca a reação deles para ver se concordam ou não com o que foi falado. Com imperfeições e erros, inseridos de maneira proposital (como um dos moradores pedindo para editar a fala), o doc brasileiro é divertido e original, além de trazer uma reflexão atemporal.
Com música de André Abujamra, o filme concorreu ao Kikito de melhor documentário no Festival de Gramado em 2002. É um dos bons trabalhos do documentarista Marcelo Masagão, que fez “Nós que aqui estamos, por vós esperamos” (1999) e “1,99: Um supermercado que vende palavras” (2003).
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
"Em Cunha, a mulher vota no candidato do marido."
NEM GRAVATA, NEM HONRA , de #MarceloMasagão #NemGravataNemHonra
Brasil,2001.
Numa pequena cidade, Marcelo Masagão consegue extrair daquelas pessoas um reflexo do pensamento sobre as diferenças entre homens e mulheres. São conversas diversas, soltas até, mas que impressionantemente continuam atuais, pois são da essência do ser humano, quer concordemos ou não. Documentário moderno e atemporal.
#Documentário #CinemaBrasileiro #VHS
Pessoas, culturas e diversidade. <3
Diferente de "Nós que aqui estamos por vós esperamos" e "1,99", esse doc não me cativou tanto. Mas tenho muito interesse em ver os outros docs do Marcelo Masagão.
Muito legal a abordagem das questões de gênero!!!!