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Data de lançamento
27 Ago. 2026Duração
Filhos de artistas, músicos e ativistas que viveram intensamente os ideais da contracultura revisitam a infância para refletir sobre a criação que receberam em meio a um período de profundas transformações sociais e políticas. Psicodelia, liberdade sexual, drogas e resistência à ditadura militar conviviam com a rotina de fraldas, tarefas escolares e descobertas da infância. Dirigido por Betão Aguiar, filho de Paulinho Boca de Cantor, dos Novos Baianos, o documentário combina memórias pessoais e imagens de época para revelar as belezas, contradições e cicatrizes deixadas por uma geração que acreditava ser possível reinventar o mundo.
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Documentário brasileiro que retorna para a itinerância do festival In-edit nesse mês, ao mesmo tempo em que estreia nos principais cinemas pela Pandora Filmes. O filme é uma conversa com os filhos dos músicos da Contracultura no Brasil, reunindo entrevistas inéditas com os primogênitos de oito deles: Caetano Veloso (Moreno Veloso), Rita Lee (Beto Lee), Baby Consuelo (Sarah Sheeva), Paulinho Boca de Cantor (Maria "Buchinha"), Itamar Assumpção (Anelis), Moraes Moreira (Cecília), Gilberto Gil (Nara Gil) e Rogério Duarte (Areia Duarte). Com momentos de descontração, mas também de lembranças pesadas e de sofrimento, o doc é um recorte da contracultura na música e no cinema no Brasil, em que os entrevistados recordam dos traumas e das delícias de viverem aquele tumultuado período. Ainda crianças na virada dos anos 60 para 70, os entrevistados cresceram e se formaram sob a influência direta dos movimentos de contestação comportamental, artística e política do período, uma geração de homens e mulheres criados em comunas, acampamentos e núcleos alternativos e hippies que questionavam as estruturas tradicionais da família e o autoritarismo da época (o Brasil viva sob os desmandos da Ditadura Militar). Há cenas antigas de filmes caseiros em super-8, cenas de shows e bastidores, trechos de filmes que marcaram aqueles anos, como “A mulher de todos”, “Deus e o diabo na Terra do Sol” e “A idade da Terra”, e muitas fotos pessoais dos acervos dos referidos cantores, cantoras e compositores, reunindo ainda depoimentos de Helena Ignez, Baby do Brasil, Marilia de Aguiar e Paulinho Boca de Cantor (estes dois pais do diretor do filme, Betão Aguiar). O filme foi dedicado à memória da produtora Jasmin Pinho, também filha da contracultura, que iniciou o projeto do documentário, mas faleceu em 2020 - ela era amiga pessoal de Betão, o diretor, então o filme ficou para ele dar continuidade. Um grande documentário em exibição no In-edit e nas salas de cinema. POR FELIPE BRIDA - No blog Cinema-naweb blogspotcom
"Eu não mudaria nada não. "
Nem Tudo É Paz e Amor (Brasil, 2026)
Direção: Betão Aguiar.
Os filhos da contracultura refletem sobre a criação que receberam de seus pais. Psicodelia, drogas, sexo e resistência contra a ditadura se misturam a fraldas, papinhas e trabalhos escolares.
A partir de um ponto de vista privilegiado, eles observaram a beleza, as rupturas e as contradições de uma liberdade sem fim.
Dirigido por Betão Aguiar, filho do “novo baiano” Paulinho Boca de Cantor, o filme evoca o espírito da época e pergunta: o que é necessário para atravessar os traumas e as maravilhas de crescer no caos revolucionário da contracultura?
Apesar do formato convencional, muito divertido e emocionante esse documentário... e a lição é clara, não importa muito como você eduque as crianças, serão todos traumatizados...😅😅😅
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2026:
Essa rebeldia requisitada foi muito seletiva e desproporcional com alguns artistas. Quase vira um tributo aos Novos Baianos. É um ponto de vista interessante, mas também se apresenta como um trabalho impaciente dentro de sua própria questão geracional. Por se utilizar de muitas (boas, mas muitas) imagens avulsas de filmes é um pouco bagunçado - Maria Gladys atravessa a obra o tempo todo que imaginei que teríamos um depoimento da sua neta Mia Goth kkkk. O testemunho com a esquematização mais tendenciosa foi o da Sarah Sheeva, mas confesso que sua análise, sendo sincera, seria a mais surpreendente e maturada... o fechamento funciona pelo condicionamento afetivo, só não sei se o filme entrega a ótica contracultural do jeito que pretendia.
Avaliação em nota: 6.9