Em Nó, Glória passa por um divórcio conturbado, mas finalmente consegue se separar, mudando-se com suas três filhas para o centro de Curitiba. Desejando um recomeço, a mulher tenta construir um lar na nova casa e ficar em paz consigo mesma, apesar das dificuldades financeiras e das constantes ameaças do ex-marido, que pede a guarda integral das meninas. Se não fosse o bastante, Glória precisa enfrentar uma disputa acirrada e delicada no trabalho, concorrendo pelo cargo de supervisora da fábrica com sua melhor amiga e outros colegas de trabalho.
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Gosto bastante da dinâmica entre mãe e filhas, mas é um filme que fica num vai-não-vai danado. Quando parece que vai se desenrolar pra algo mais fantástico, OPA, não vai.
Atuações magnéticas ao representar tudo o que temos que ser enquanto nos é negado o que almejamos; não raro, o mínimo. É de encher o olhos um longa de estréia tocar tantos assuntos e saber desatar apenas os nós necessários.
Que filme bonito! Por mais que eu tenha estranhado uma espécie de descompasso entre o naturalismo das situações e o artificialismo da 'mise-en-scène' muit elaborada, tudo se resolve muito bem através dos improvisos nos diálogos. Amei as cenas longas, as canções escolhidas ("Guelras" já entrou em minha 'playlist' íntima), a cena de masturbação, as conversas sobre a importância da coletividade... Fernanda Silva está muito contundente como Magali, amiga-fortaleza da protagonista Glória. Ótimo o interlúdio com os vizinhos, ao violão. Pujante a seqüência da audiência com o pai ausente (que, apesar de perseguir a personagem, não é mostrado, sendo relegado ao que merece, a progressiva invisibilização). Filem adulto, ainda que alquebrado, em contínua formação e reformação (ainda não vi o curta TENTEI, mas presumo que isso provém de lá). Só não apreciei tanto as interações maternas, visto que achei as filhas crescidas demais para dependerem tanto dela (duas, ao menos). Bacana a lógica polissêmica, provocada a partir dos questionamentos vocabulares da filha caçula. Gracioso quando o título do filme é pronunciado. Desfecho poderosíssimo. Filme repleto de vida: dá-lhe, classe proletária! (WPC>)
Um filme onde retrata o universo feminino, tendo como núcleo a mãe e as filhas em seu lar, mas sem se esquivar de mostrar o mundo do trabalho, e dali mulheres também batalhadoras (inclusive uma mulher trans), cujo capitalismo não alivia em tratá-las como, por vezes, rivais, ainda que a vida em comum esteja aberta para aproximar os laços, os nós. Apesar da narrativa simples, é eficaz, é poético, é lindo.
- mais um filme que vejo que faz ter um ódio de macho escroto sem nem precisar mostrar a cara do arrombado
- apesar de todas as dificuldades, a vida segue e seguimos em frente com ela
- a amizade entre a gloria e a maga e o relacionamento entre mãe e filhas são lindos, levam o filme