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Duração
Aos 63 anos e quase aposentado, Joaquim é obrigado a seguir as regras do posto de trabalho para receber o seguro-desemprego. Apesar de saber que nunca mais voltará à vida ativa, precisa ir de empresa em empresa pedindo selos para atestar que está procurando trabalho. Nessas viagens, ele relembra sua vida como imigrante nos Estados Unidos, onde trabalhou como motorista de táxi em Nova York e testemunhou inúmeros acidentes em Wall Street.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Poucos instantes bastam para entender o que interessa à diretora Susana Nobre: espécie de versão lusitana do cineasta Ken Loach, ela é, como ela, apaixonada pelos aspectos humanistas dos relatos (des)empregatícios. Como tal, acompanha a trajetória de um motorista que já morou nos EUA, na luta pela conquista da aposentadoria. O personagem, muito simpático e com penteado à la Elvis Presley, impressiona pelo modo como assemelha-se ao mafioso ficcional Tony Soprano na reconstituição de uma cobrança de dívida que precisou fazer a um colega, na década de 1970. Os detalhes da relação marital de Joaquim e o modo como ele interage com um amigo cego são graciosos. No começo, é um filme que assusta um pouco pela estranheza, mas logo revela a sua extrema coerência: sua diretora é alguém em quem devemos prestar atenção! (WPC>)