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Duração
“As pistolas, decidiam os pontos de vista e os fortes sobreviviam pelos seus músculos e rapidez no gatilho.”
Bill, um forasteiro, defende um vaqueiro numa briga. Como agradecimento, o vaqueiro oferece um emprego em sua fazenda, onde há algum tempo, foi encontrado ouro. No entanto, Bill esconde um passado vergonhoso, que só o xerife da cidade conhece: ele é na verdade, Arquimedes Flintstone Jr., o filho do maior covarde de todo o Oeste.
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Grata surpresa! Como sergipano, fiquei chocado que este filme não fosse mais enciclopedicamente conhecido, no mínimo. Além de antecipar em vários anos o policial similar do Alan Parker, deixa-nos positivamente escandalizados a partir daquele desfecho descortinador, em que tudo aquilo que mais perturbou-nos ao longo da duração (os clichês de faroeste estrangeiro, os nomes em inglês, etc.) são brilhantemente justificados através de uma reflexão autocrítica sobre a alienação infantil. Situacionalmente, entretanto, não avança muito: é um típico exemplar do gênero, com os cacoetes dialogísticos e personalísticos de praxe. Mas possui ótimos enquadramentos, os números musicais são escandalosos em sua própria constatação do escândalo e as crianças (brancas) atuam muito bem. Pena que o som seja tão ruim: a cópia a que tive acesso, inclusive, beirava o inaudível, não dava para entender muita. Mas o ritmo é entretenedor e o desfecho é genial! (WPC>)
IMPRIMATUR - visto na TV em 2014:
Me parece que esse Wilson Silva seria sergipano... Que honra e orgulho poder ver tal filme. Não só isso, é extremamente gratificante perceber como ele reduziu a experiencia cinematográfica a um purismo exemplar, tanto na forma quanto em sua essência... Fazer cinema nunca me pareceu ser tão fácil como aqui.
Avaliação em nota: 7.7