Simo, um garoto de 14 anos que ainda não tem um senso próprio de si e nem a capacidade de se proteger apropriadamente do mundo que o cerca, e seu irmão mais velho, Ilkka, são filhos de uma mãe solteira indefesa e imprevisível. Seu lar caótico é localizado nas profundezas do coração de uma selva de pedra em Helsinki. Ilkka tem um dia de liberdade antes de começar a cumprir sua pena na cadeia, portanto a mãe convence Simo a passar a última noite com o seu irmão. Certas coisas acontecem neste intervalo de um dia e noite em Helsinki, e Simo testemunha incidentes que ele preferia não ver. Simo, que não tem a capacidade de distorcer o que vê ou de se iludir, vê as coisas exatamente como elas são. Quando não filtrado, o mundo parece insuportável.
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É um filme lento, artístico e bem melancólico. Não é aquele tipo de filme para ver comendo pipoca numa tarde de domingo relaxada, mas sim para quando você quer sentir uma parada mais profunda e visceral.
Um guri que admira tanto seu irmão que o segue ate em comportamento, ou o que pelo menos acha que é assim, pois na cena final em um tanto de poesia melancólica , vemos que o irmão não é tão frio e duro assim, como vem sendo construído na visão de Simo.
A historia poderia se passar em qualquer País do leste europeu, já vi o cerne em vários filmes vindo de lá, aquela coisa meio fria, distante, melancólica, desestruturada, bruta, mas vemos esse cerne na Finlândia. Outra coisa interessante, e a veia de sentimento latente sendo suprimido, deixando o Simo completamente perdido em aceitar ou seguir sua admiração pelo irmão. O que culmina no fator decisivo que vemos no final do filme.
Bom a historia e muito boa, a galera mais arte, cult, vejo genialidade em tons de sépia vai amar, por que ela vem sendo narrada em uma construção artística, o filme é em preto e branco, temos ai varias cenas de olhar pro nada com luzinha nos olhos, nuvem aleatórias desfilando no céu, uma cidade escura, personagens desfilando em um ambiente noir, diálogos filosóficos, ou seja tudo aquilo que Von trier, Bergman e diretores desse estilo fazem e se deleitam, tanto que a sinopse narra algo que é difícil tolher do que vamos vendo em seu andamento deixando o lado Simo para cada um construir, tirando os fatos.
Ou seja cinema que é difícil para mim , me deixa pendulo, tento nao ser injusto, pois para mim e cinema pedante, metido, por outro lado e feito para um nicho dessa galerinha livros, oclinhos e esquerda intelectual.
Muito parado, sem emoção.
A evolução da trama pode até cansar que não está habituado a estorias mais lentas...mas o retrato social sobre a solidão mostrado na tela incomoda..e muito.bom filme.
O ódio e seus desdobramentos.
PS: fotografia linda.