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Data de lançamento
22 Julho 2022Duração
Em uma cidade do interior da Califórnia, uma dupla de irmãos possui um rancho de cavalos e são vizinhos de um parque de diversões inspirado no velho oeste. Os dois então são testemunhas de eventos bizarros e possíveis discos voadores.
Quem cresceu nos anos 80 alimentando a mente com os Sucrilhos clássicos do Cine Trash aprendeu a ler a ficção científica de um jeito muito claro: se tem um disco voador no céu, tem uma nave metálica, com bicho comilão lá dentro, homenzinhos cinzas e aquela parafernália toda. A gente alugava o VHS e ficava pronto pra revelação. Mas com o Jordan Peele, o buraco é sempre mais embaixo...
Quando assisti a "Não! Não Olhe!", eu passei boa parte do filme achando que estava diante de mais uma história de invasão alienígena tradicional com uma nave estranha rondando o vale pra roubar vaca. E foi aí que o filme me quebrou no meio! A grande sacada — e o que me impressionou demais — é a revelação de que aquela nave no céu não é um veículo: é uma criatura viva, um predador territorial gigantesco e fominha.
Jordan Peele é um mestre em pegar o terror e a ficção e rechear com uma crítica social e racial visceral. Aqui o tema central é a obsessão doentia do ser humano pelo espetáculo e pelo entretenimento sangrento. O flashback angustiante com o chimpanzé Gordy no set de TV dos anos 90 não tá ali à toa; ele resume o filme inteiro ao mostrar a ilusão humana de achar que pode adestrar, explorar e lucrar em cima de um predador selvagem (seja um macaco em uma sitcom ou um monstro no céu).
A direção de tensão desse cara é brincadeira. Aquela sequência da casa sob a tempestade de sangue, com os personagens encurralados e o som horrível das pessoas sendo espremidas e digeridas dentro do bicho... é de dar nó no estômago! É uma aula de terror real e sufocante, onde o medo percorre todo mistério da história.
E o mais incrível é o clima que o filme constrói: aquela secura do deserto, um silêncio pesado e uma sensação constante de total desamparo sob aquele céu aberto. No começo, é um mistério crescente, agoniante, onde a gente tenta adivinhar o que está acontecendo. Mas o grande triunfo da direção é que, no momento em que é revelado que não é um ÓVNI tradicional, mas sim um "Tubarão no céu", o filme não perde um segundo de atenção! Pelo contrário, a tensão só piora. Saber que é um animal do espaço caçando por contato visual transforma o medo em algo totalmente novo e diferente de tudo o que a gente já viu no gênero.
O elenco arrebenta no meio desse caos. Daniel Kaluuya e Keke Palmer têm uma química de irmãos impecável, e a forma como o personagem do Kaluuya reage com aquele "NÃO!" seco ao ver o absurdo acontecendo é a coisa mais humana e realista do filme. Sem falar no cinegrafista maluco que entra na final pra conseguir a filmagem impossível, que entrega um clímax emocionante e de grande escala.
Peele já tinha me conquistado com o soco no estômago de "Corra!" e me feito explodir a cabeça com a inteligência das cópias em "Nós". Mas em "Não! Não Olhe!", ele provou que consegue fazer um épico de ficção científica gigante sem perder um pingo da sua identidade. Filmaço surpreendente que te faz olhar pro céu de um jeito totalmente diferente. Credo.
A personagem da Emerald é a coisa mais chata que eu já vi, a primeira sequência no set também é muito fraca, muita conveniência de roteiro, texto fraco, soluções ruins, ações dos personagens sem sentido e motivação inexistente, fraco
“Nope” é um terror conceitual, que fala sobre espetáculo, exploração e obsessão pela imagem.
Visualmente é lindíssimo, o som é absurdo e o mistério é bem construído.
Porém, ele exige paciência e leitura simbólica.
Quem entra esperando algo direto pode achar arrastado. Ainda assim, é autoral, diferente e corajoso.
Bom passatempo. Assisti legendado justamente por causa do "NOPE, hmm, hmmm, no way", hahahaha.
Não consigo imaginar outros atores dizendo nem reagindo da mesma forma.
Se na parte do show do japa do Walking Dead, tivesse mostrado algumas pessoas subindo, sendo sugadas em meio a objetos e areia girando, seria absolute cinema. Mas infelizmente não mostrou nada ¬¬
Não tem um personagem interessante e perdem muito tempo até acontecer alguma coisa realmente interessante. Fora que é um plano bem idiota:
tem um alien que come gente no meu terreno, o que eu vou fazer? Filmar. E depois? fds, vou vender a gravação e ficar rico.