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David gasta o resto de seu dinheiro em um quarto no luxuoso hotel Waldhaus, onde ele planeja cometer suicídio. Como parte de seu ato final ele convida seu irmão Gian para passar seus últimos dias com ele. Inesperadamente, Gian vem junto com sua namorada Valéria. A decisão de David para acabar com sua vida está constantemente com eles, e como passam juntos dias no hotel, eles se vêm cara a cara com seu passado, sonhos não realizados e um presente quase insuportável. Valeria acaba se cativando pelo romantismo suicida de Davi, acabam se envolvendo num triangulo amoroso que será a sua salvação ou o fim de cada um deles.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Noturno é um belíssimo filme Suiço, que com sua fotografia em preto e branco e com a ação baseada em diálogos nos remete ao delicioso sabor da Novelle Vague.
O filme se passa praticamente inteiro dentro de um hotel, no qual acompanhamos a relação de David com seu irmão e sua nova namorada em um momento muito propicio de sua vida, a sua iminente despedida desse mundo. David vive um grande conflito interno no qual a vida parece não mais fazer sentido, ele um escritor que vive atormentado por suas reflexões nada otimistas, fortemente influenciadas por Nietzsche, aqui aproveito para fazer a única ressalva ao filme que é o exagero interpretativo de Rapold, no qual em alguns momentos o tormento psicológico se transforma em um verdadeiro ataque esquizofrênico, o que não faz o menor sentido sendo que durante todo o filme ele mantém a serenidade. O ponto alto do filme é o como o diretor estabeleceu a dinâmica entre os três personagens, é interessante notarmos como o contato com um suicida acaba gerando reflexões sobre suas próprias vidas. O casal ao conviver de perto com David acabam percebendo o quão vazias suas vidas são e a fragilidade de sua relação. Uma constatação interessante é perceber que por mais contraditório que possa parecer, ninguém sabe melhor o que é viver intensamente do que um suicida na iminência do ato, é perdendo o medo de morrer é que se vive!