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Data de lançamento
27 Set. 2018Duração
Day, um diretor de arte inseguro de uma produtora comercial, é deixado sozinho para limpar uma piscina deserta de 6 metros de profundidade após as filmagens. Ele adormece em uma balsa inflável devido a uma fadiga insuportável. Quando ele acorda novamente, o nível da água está tão baixo que ele não pode sair sozinho da piscina. Ele grita por socorro, mas a única coisa que o ouve é uma criatura de uma fazenda de crocodilos próxima.
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o que mais incomodou nesse filme não é o CG do crocodilo mas a forma como o roteiro lida com toda a situação. Tudo o que poderia dar errado dá e acaba que nos acostumamos que, a qualquer ação ou reação do protagonista, já sabemos que se mostrará frustrada. Tudo dá errado. Mas aquele final
(SPOILER a namorada que ficou um grande tempo afogada “ressuscita”)
O que acontece quando você coloca um homem numa piscina vazia, tira toda possibilidade de raciocínio lógico e depois começa a jogar desgraças em cima dele como quem joga moedas numa fonte dos desejos? Você tem The Pool, uma das obras mais involuntariamente cômicas que eu já vi, e que, por isso mesmo, é irresistível. O filme tenta ser um thriller de sobrevivência, mas o que entrega, na prática, é um espetáculo de incompetência humana amplificado por um roteiro que parece alimentado por puro sadismo criativo.
Day, o protagonista, é um funcionário qualquer que, após um dia de gravação, decide relaxar numa piscina de seis metros de profundidade. O problema é que o seu chefe, ou um amigo, liga a bomba e ele adormece — claro, sempre o sono mais oportuno possível —, acordando numa situação limite: água baixa demais para sair e paredes lisas demais para escalar. É como se alguém tivesse assistido 127 Horas e pensado: “E se fosse… mais burro?”. A partir daí, o roteiro se dedica a um único objetivo: impedir que ele escape, e fazê-lo sofrer, sempre pelo motivo mais improvável ou humilhante possível.
As tentativas de fuga são dignas de um manual ilustrado de como NÃO sobreviver: ele tenta escalar com boias, com sofazinhos, com o que der — sempre falha. Quando finalmente vislumbra alguma chance, a natureza, sempre cúmplice do roteiro, aparece: vem o vento que joga tudo pro chão, ou a chuva que não enche a piscina o suficiente para sair, mas enche bastante para quase afogar a namorada grávida. Ah, sim, porque a namorada dele aparece e, contrariando o grito desesperado de “não pula!”, ela pula. E bate a cabeça no trampolim. E, claro, está grávida. E, claro, há um melodrama sobre aborto, sobre ele não querer o filho, sobre a escolha da vida, tudo isso enquanto um crocodilo ronda a piscina como se fosse um juiz moral reptiliano. A certa altura, parece que estamos menos assistindo a um filme de sobrevivência e mais acompanhando uma convenção pró-vida, onde o crocodilo é a única força coerente de intervenção, pronto para realizar um aborto do modo mais primitivo e eficiente possível: à base de dentes.
E o crocodilo… ah, o crocodilo. Não satisfeito em ser só uma ameaça, ele é também uma metáfora: a mãe natureza que não apenas ataca, mas também alimenta (literalmente, com os ovos que o casal faminto come) e até pune. O roteiro, num excesso de zelo, faz questão de idiotizar o protagonista ao máximo: ele entra numa tubulação, mas deixa o ralo aberto, claro. Tenta uma saída, mas ignora outras. Quando finalmente encontra uma nova piscina, se ilude, ergue os braços, comemora… e descobre que está exatamente no mesmo inferno de onde tentou escapar. É um dos momentos mais cômicos e trágicos do filme, aquela risada que sai sem querer, só pela absurda ironia da situação.
No fim das contas, The Pool é isso: um catálogo de desgraças roteirizadas, encadeadas com precisão cruel e um melodrama deslocado, que quer muito emocionar, mas só consegue arrancar risadas involuntárias. O CGI do crocodilo? Nem de longe o pior elemento aqui. O pior — e o melhor, paradoxalmente — é justamente essa insistência em transformar cada nova tentativa de salvação numa oportunidade para o roteiro gritar: “NÃO!”. E, apesar de tudo, ou justamente por tudo isso, eu gostei. Não é um filme que eu vá rever, mas é uma experiência meio única, meio exaustiva, meio absurda… e, por algum motivo, divertida. The Pool é um daqueles filmes que você assiste uma vez, ri, se irrita, e depois se pergunta: quem é mais burro — o protagonista, o roteirista, ou eu, que fiquei até o final?
Porcaria!´
Praticamente uma piscina de plástico com tantos furos. São tantos os furos e patifarias que o final mostra exatamente isso ele todo furado e ainda cheio de ar. kkkk
Interessante drama tailandês angustiante, o rapaz teve um dia de cão, não era seu dia.
A proposta é muito boa, com cenas que chocam ou assustam, mas a maneira que é conduzido o filme é feio de ruim, ele é ruim a quase todo momento!