Uma visão sobre os millenials em três países de terceiro mundo. Acompanhamos a vida de jovens e adolescentes na Argentina (Exe), em Moçambique (Alf e Archie) e nas Filipinas (Kuya, Ate e Rixel).
A ideia foi muito boa, o realização um desastre. Até da pra perceber a critica social, mas isso acaba ficando em segundo plano no meio desse nada. Nota 3,0.
Brotheragem na Argentina, camping raiz em Moçambique e natação nas Filipinas. No meio disso jovens sem perspectiva vivendo suas vidas e empregos aborrecidos sempre à procura de bateria pro celular e algum sinal de wi-fi. O diretor filma só na luz natural, seguindo os personagens em tudo que é buraco, separando um ou dois planos pra apresentar sua ideia central de tédio sob o capitalismo tardio.
Do ponto de vista de execução, beira o desastre, já que relega personagens e trama e subjuga-os aos desígnios do conceito idealizado pelo diretor Eduardo Williams. Mas há que se reconhecer, ao menos do ponto de vista intelectual, o ensaio multicontinental de sociedade tecnologia a que se propõe a narrativa.
São três histórias, não concomitantes, mas sucessórias, unidas através de links da rede social: a primeira, em Buenos Aires; a segunda, em Moçambique; a última, nas Filipinas. Cada jovem retratado parece caminhar, sem rumo, à procura do que não sabe o que é - a realização, felicidade -; seus trabalhos são infelizes, em galpões de armazenamento e indústrias, mecânicos, repetitivos, alienadores, e o pouco que encontram de conforto se resumem a contatos humanos com personagens cuja filiação e afinidade permanecem não ditos e as redes sociais.
A imagem é granulada, ruidosa e realista, cortesia da ausência de iluminação artificial e da qualidade da câmera, submetida aos mesmos caminhos irregulares trilhados pelos personagens, ao passo que a montagem tem méritos por costurar, virtuosamente, uma história na outra em um retrato da classe mais pobre do hemisfério sul, subdesenvolvido e em sua incessante busca por identidade.
Para comentários e sugestões, visite o @cinemacomcritica no instagram em www.goo.gl/YpQdyV ;)
A ideia foi muito boa, o realização um desastre. Até da pra perceber a critica social, mas isso acaba ficando em segundo plano no meio desse nada. Nota 3,0.
Brotheragem na Argentina, camping raiz em Moçambique e natação nas Filipinas. No meio disso jovens sem perspectiva vivendo suas vidas e empregos aborrecidos sempre à procura de bateria pro celular e algum sinal de wi-fi. O diretor filma só na luz natural, seguindo os personagens em tudo que é buraco, separando um ou dois planos pra apresentar sua ideia central de tédio sob o capitalismo tardio.
Chato pra caramba. Tempo perdido.
Do ponto de vista de execução, beira o desastre, já que relega personagens e trama e subjuga-os aos desígnios do conceito idealizado pelo diretor Eduardo Williams. Mas há que se reconhecer, ao menos do ponto de vista intelectual, o ensaio multicontinental de sociedade tecnologia a que se propõe a narrativa.
São três histórias, não concomitantes, mas sucessórias, unidas através de links da rede social: a primeira, em Buenos Aires; a segunda, em Moçambique; a última, nas Filipinas. Cada jovem retratado parece caminhar, sem rumo, à procura do que não sabe o que é - a realização, felicidade -; seus trabalhos são infelizes, em galpões de armazenamento e indústrias, mecânicos, repetitivos, alienadores, e o pouco que encontram de conforto se resumem a contatos humanos com personagens cuja filiação e afinidade permanecem não ditos e as redes sociais.
A imagem é granulada, ruidosa e realista, cortesia da ausência de iluminação artificial e da qualidade da câmera, submetida aos mesmos caminhos irregulares trilhados pelos personagens, ao passo que a montagem tem méritos por costurar, virtuosamente, uma história na outra em um retrato da classe mais pobre do hemisfério sul, subdesenvolvido e em sua incessante busca por identidade.
Para comentários e sugestões, visite o @cinemacomcritica no instagram em www.goo.gl/YpQdyV ;)
Extremamente desagradável e incoeso.