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Data de lançamento
2 Junho 1981Duração
Um desconhecido é morto ao ser atropelado por um ônibus e, agonizante, pede àquele que o socorreu um último beijo na boca. O fato é transformado em escândalo pela imprensa sensacionalista e o homem que cometeu o "crime" de beijar um agonizante passa a ser alvo de preconceito popular e também a ser investigado pela polícia, que começa a supor que o acidente tenha sido um assassinato.
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Muito bom!!!! Crítica bem construída. E que reviravolta!
Essa obra do Bruno Barreto é uma adaptação de grandíssima excelência! São marcantes as atuações viscerais, a ambientação de toda hostilidade devoradora da cidade, o sensacionalismo mesquinho dos jornais e o beijo homossexual que se torna um escândalo e a própria manchete, chocando mais do que a morte do rapaz atropelado, que transforma-se num evento secundário e esvaziado. O diretor conseguiu capturar a acidez rodrigueana, já que uma das características mais marcantes das peças de Nelson Rodrigues é a tentativa de desvelar as verdades inconfessadas das personagens e as dinâmicas entre dito e não-dito na fachada da sociedade brasileira. O Beijo no Asfalto é um pouco sobre essa obsessão voyeurista pelo outro e a heteronormatividade, que aparecem no dia-a-dia como uma espécie de inquisição moral, que no fundo parece revelar mais sobre as frustrações, fantasias e taras de quem acusa do que daquele acusado. O tal "pecado" de Arandir apenas faz aparecer em seu tribunal público uma horda de fascinados reprimidos, mesmo que, em última análise, tenha sido apenas um beijo de compaixão e fraternidade diante da morte
Interessante como uma trama tão simples, conseguiu me prender tanto. Acho que é justamente por que os acontecimentos são muito simples, muito lentos, isso vai deixando o filme passando sem perceber. A boa atuação dos personagens também ajuda demais. A trama na historia vai te levando somente por uma duvida muito simples, um homem beijou ou não o outro no asfalto.
O filme possui um plot twiter, que para quem não conhece vai se surpreender.
Incrível como a Christiane Torloni era linda, chega a chamar a atenção de tão linda. A beleza dela lembra muito a de Demi Moore.
É sempre bom ver um filme brasileiro que foge da Temática: Favela, Crime e Comedia.
O filme é um recorte de tempos passados no Brasil onde a vida privada de uma pessoa, era do interesse do estada e da sociedade. A ponto de vidas serem destruídas por um acontecimento que seria de total interesse pessoal.
O final do filme é forte, tudo vem a tona quando descobrimos que o sogro era apaixonado por Aracy (que talvez também fosse gay ou Bi, a historia não nos dar clareza) E um assassinato acontece e o final agora se torna o começo e "O Beijo no Asfalto" em um homem morto acontece mais uma vez. Dessa vez de maneira explicita, e com um jazz tocando ao fundo no melhor estilo Noir.
Produção boa... a trama consegue entreter...
(Arandir na delegacia sendo interrogado)
- Arandir (apenas dizendo seu nome tranquilamente)
(Logo em seguida o delegado cunha dar um tapa no rosto de Arandir)
- Ele é apenas testemunha, cunha!
KKKKKKKKK eu não aguentei essa cena. Só rindo pra não chorar. Em tempos de ditadura... É bem a cara da época, aliás é bem o retrato da polícia de hoje em dia. Não tive como não reparar.
Filme belíssimo, necessário e atual. Um gesto de piedade e humanidade sendo interpretado com malícia, como algo sujo e depravado é a representação da maldade e ignorância da nossa sociedade.
Muito triste a morte de Arandir. Um dos maiores heróis brasileiros. Dono de um caráter inabalável, que infelizmente foi pisado e morto pelo mundo.
Nelson Rodrigues cutuca a "moral" da sociedade brasileira conservadora, eu amo isso.