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Treze mulheres, treze ventres, treze esperanças, uma foto. E uma busca pelas mulheres que, em 1983, em uma seca no sertão do Pajeú pernambucano, lutaram pelo direito à sobrevivência, num contexto em que ser mulher era se limitar à função de administrar a miséria.
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Quase que eu deixava de ver este filmaço... Lendo a sinopse, achei que o dispositivo de convocação não sustentava um longa-metragem, o que parecia confirmar-se no início, visto que, com todo respeito do mundo, havia algo nos depoimentos que parecia muito tautológico (o que é compreensível enquanto estratégia sobrevivencial aqui no Nordeste). Pouco a pouco, os relatos vão ficando mais intensos - envolvendo desde um estupro de uma garota de 14 anos por um marido de 39 até surras, roubos e mortes - e o discurso da diretora torna-se muito mais incisivo, servindo-se de exemplos de resistências do passado para revelar possíveis (e necessários) enfrentamentos do presente. Ótimo ter visto este filme ao lado de minha mãe paraibana. Muito contundente: "pior que a seca, é a cerca que nos separa". Fora Bolsonaro, claro! (WPC>)
Lindíssimo... Eu olhava o tempo de filme a todo momento porque não queria que acabasse... Um tratado sobre a naturalização da violência de gênero, do machismo, do protagonismo feminino, da fome e da indústria da seca... Um filme que é pura nordestinidade... Sofrimento e superação... Ah meu torrão, meu nordeste!!!!
Forte demais!