Na tentativa de salvar seu matrimônio, Raul decide passar o Natal com sua família em uma cabana isolada em meio à neve. Durante a Boa Noite tudo parece caminhar bem, mas, de repente, a situação dá um gira tão inesperado que a vida de sua mulher e de seu filho se converte num inferno. Desse modo, as prazerosas férias torna-se uma amrga experiência que o obriga a evocar suas mais obscuras recordações e a enfrentar a realidade de seus próprios atos.
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O começo com dois personagens, um adulto e uma criança jogando xadrez, contra o fundo preto já era o prenúncio de que o que viria a seguir não deveria ser grande coisa. É desde este momento que já se percebe o tom afetado com que o protagonista vivido por Gustavo Salmerón (Desaliñada) levará seu personagem. O que ainda não se sabia é que pouca coisa o ator tinha a fazer, pois o problema de O Caminho do Mal é bem anterior a ele.
Com um roteiro cheio de mirabolantes reviravoltas e perdido entre delírios e realidades, acompanhamos o Natal de Raul, um enxadrista famoso, com sua família em uma cabana isolada, num vilarejo coberto pela neve. Quando sua mulher parece se aproximar de um marceneiro do local, o ciúme sobe a cabeça do homem, que começa a enlouquecer.
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Durante todo o filme, a sensação que se tem é que a história contada é o que menos importa ao diretor Miguel Ángel Toledo, que em sua estreia nos longas-metragens está sempre mais preocupado em criar o suspense através de várias cenas desconexas, apostando em cortes rápidos para a sobreposição de cenas e mesclando retratações do imaginário com acontecimentos reais.
A construção da vida daquela família, com a determinação unilateral de um único personagem, Raul, é pouco crível e pouco envolvente. É como se os coadjuvantes fossem apenas objetos cênicos que enfeitam a existência do protagonista que, apesar disso, também só tem um viés desenvolvido.
A mistura realidade/alucinação é um método eficiente na criação do terror, mas para que funcione é preciso que quem acompanha a história esteja imerso naquele universo. Coisa que não é alcançada apenas com o uso da técnica, como acontece em O Caminho do Mal.
Ainda assim, o longa-metragem tem alguns momentos inspirados e promissores, como a visão da estrada, mas raros, nem sempre são aproveitados como deveriam. A direção de fotografia, assinada por Miguel Llorens (La hermandad), que tem filmado bem terror, também não decepciona.
Um pouco mais de cuidado com o roteiro, escrito pelo próprio diretor e por Juan Carlos Fresnadillo (Extermínio 2), com atenção ao desenvolvimento dos personagens, e um pouco mais de comedimento do diretor na criação do universo fariam muito bem ao filme.
(Cecilia Barroso)
O cara conseguiu um looping eterno em um fucking limbo.
O que tem de melhor é apenas o visual.Tudo muito arrojado pra uma trama confusa e nada se resolve na reta final.
-26 de Junho de 2022
-Dou nota 3/10
Eu gosto muito do suspense/terror espanhol. Gostei bastante desse filme, mas fiquei com a impressão de que ficou faltando algo. Entendo que a lentidão foi proposital, o ritmo da trama. A construção do protagonista foi bastante interessante. A resolução final foi bacana. Mas sinto que faltou alguma coisa pra dar uma nota melhor. Mesmo assim recomendo, porque essa falta de algo pode ser devido à minha interpretação e compreensão; basta ver os vários comentários positivos. Talvez futuramente assista com mais atenção e dê uma nota melhor, porque assisti com Covid e por causa do cansaço terminei dando um ou outro cochilo.
Filme da hora😍 essa nota não condiz 😼