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Século XVI. Pedro de Vargas se vê obrigado a fugir da Espanha, depois de ofender Diego de Silva, um nobre cavalheiro e membro da inquisição, que havía lhe roubado suas terras. Em companhia de um amigo, consegue se juntar à expedição de Hernán Cortés com o objetivo de começar a conquista do Mexico.
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Clássico cult, "O Capitão de Castela", de 1947, na minha modesta avaliação, ainda funciona como notável romance épico de cunho histórico, cujo enredo entrega ação e aventura na medida certa. O elenco é competente. Este foi o primeiro filme da carreira de Jean Peters. A química entre ela e Tyrone Power durante a narrativa, em conjunto com as coreografias e cenas de danças ficou lindamente impecável. Como não amar? Os talentosos Lee J. Cobb e César Romero também entregam ótimas atuações. Este belo épico foi indicado ao Óscar de Melhor Trilha Sonora.
Contudo, por ser de longa duração, o filme peca, perdendo um pouco de sua essência ao apelar pela excessiva dramaticidade e morosidade no decorrrer da história que vai deixando pontas soltas e tem seus altos e baixos. O filme começa bem, com a proposta de um grande entretenimento de aventura, mas depois, o roteiro desanda e a trama se arrasta demasiadamente. Afirmo que esses meros detalhes não desmerecem a qualidade dessa elegante produção, dirigida pelo mestre Henry King. Pela boa nostalgia, vale 04 estrelas.
Aventura dramática histórica em Technicolor da 20th Century Fox indicado ao Oscar de melhor trilha sonora. O filme é uma adaptação do romance best-seller homônimo de 1945, de Samuel Shellabarger (1888-1954). As filmagens aconteceram em Guadalajara, em Jalisco, Morelia e Uruapan, em Michoacán, e Acapulco, em Guerrero, no México. O filme se tornou uma das produções de maior orçamento da Fox.
Estréia no cinema de Jean Peters (1926-2000). Nota: Ela nunca havia atuado antes deste filme. Ela substituiu Linda Darnell, que foi originalmente escalada para o papel principal, mas pouco antes do início da produção, foi transferida para outra produção. O diretor Henry King (1886-1982), que havia trabalhado com Tyrone Power (1914-1958) 6 vezes antes, gostava de procurar locações para o filme em seu avião particular. A estréia de Dolly Arriaga.
Episódico, melodramático, às vezes cínico e quase sempre emocionante, sua melhor qualidade é o sentimento de saudade romântica e perda que incita seus personagens à aventura. Prodigiosa, longa e as vezes monótona produção épica, um pouco prejudicada pela duração excessiva.
Era exibido pela Globo antigamente. Fui assistir no Telecine, há vários anos atrás. Essa aventura tem bom elenco e até algumas cenas tensas. Destacando o que o Thomaz disse, realmente as trilhas de Alfred Newman são ótimas.
Mais um título em que o IMDB "comeu" o artigo, pois tanto na Globo quanto no Telecine, e em vários sites, o título correto é "O Capitão de Castela". Disse IMDB porque a maioria das informações de cadastro aqui (título em português e original, ano, elenco) são tiradas de lá.
Tyrone Power e Jean Peters estrelam esse drama histórico com reconstituição de época impecável e fotografia lindissima, pena que Henry King não manteve o ritmo de ação do início do filme.
Pedro de Vargas (Tyrone Power), motivado para vingar o tratamento cruel que sua família recebeu do inquisidor espanhol Diego De Silva (John Sutton), parte com a expedição de Hernán Cortez (Cesar Romero) para a conquista do México. Colorido, romântico e com fotografia magnífica de Charles Clarke e Arthur E. Arling em locações mexicanas, esta aventura histórica de Henry King ainda conta com a majestosa trilha de Alfred Newman que está entre as melhores de Hollywood. Estréia de Jean Peters no cinema.