Júlio César de Melo Pinto, um operário negro, foi executado em Porto Alegre pela Polícia Militar, nos anos 1980. A história do jovem é contada através de depoimentos como o de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, o da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
O Caso do Homem Errado - Brasil - 2017 - visto no dia 27.01.21
Filmes aborda temas pesados mas atuais afinal conta a história de um assassinato cruel, revoltante de Júlio César que foi morto pela polícia onde há muito racismo, caso gravíssimo de negligencia, desrespeito policial e injustiça e preconceito. Ocorreu que no ano de 1987, operário Júlio César de Melo Pinto foi assassinado por policiais ao ser confundido com assaltante. Nesse caso como muitos outros, nos mostra o quanto acontece de inúmeras vítimas de assassinatos de pessoas negras pelas autoridades que deveriam proteger a população, mas cometem um racismo estrutural, a maioria das vítimas são negras onde morrem 2 ou 3 vezes mais na mão dos policiais que vítimas brancas por ex. E além da maioria dos indivíduos presos serem negros. Revoltante mas muito real. Brasil sempre foi um país racista. Enfim nesse caso aqui, graças ao trabalho de fotografia de Ronaldo Bernardi, de Zero Hora que descobriu que Júlio foi morto pelos policiais.
Ele tirou fotos importantes onde mostra que o operário foi algemado e colocado em uma viatura da Brigada Militar, na Avenida Bento Gonçalves, tempo depois o corpo dele chega no pronto socorro praticamente morto
Nota: 7,0
Importante documentário que trás luz a um caso já esquecido no Rio Grande do Sul e nada conhecido nas outras partes do país. Uma temática atual, Infelizmente.
O meu problema com o filme é mais de ordem técnica. Apesar da diretora ser jovem, a linguagem é bastante formal, quadrada. Há uma leve tentativa na parte em que ela aborda as pessoas na rua sobre a lembrança do caso. Uma pena que não haja mais espaço para essas interações.
Cinema também é visual, e intercalar os depoimentos com reportagens impressas ou televisionadas seria importante, seja para ter uma ideia da cobertura midiática e sua repercussão seja até pra saber sobre o Júlio César, e não deixar para o final através apenas do depoimento da esposa.
É um caso revoltante... Bateu ainda mais forte em mim pq sou negro, epilético e com idade semelhante a do Júlio Cesar... Poderia ter acontecido comigo... Pior: Pode acontecer comigo... E o poema recitado durante os créditos com o verso "Eu não posso respirar" deu-me um súbito arrepio como um presságio da frase que verbalizou a indignação contra o assassinato de George Floyd...
"Existe pele alva e pele alvo..."
O caso do homem errado se repete num looping eterno no país que elegeu Bolsonaro em 2018 e que provavelmente o elegerá novamente em 2022.
Mariana Ferreira assina como produtora-executiva e roteirista nesse documentário. Ela ficou famosa recentemente por ter rebatido a alegação racista de uma realizadora gaúcha de que no Rio Grande do Sul "não se faz filme de senzala". O insta dela é @marianiferreira90 e lá ela sempre aparece discutindo racismo no Brasil e como ele afeta e constrói a produção de cinema.