O Caso do Homem Errado

O Caso do Homem Errado (2017)
O Caso do Homem Errado
Média do filme: 4.0 de 5 — baseado em 109 votos
MÉDIAFILMOW
4.0
109 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Camila de Moraes
Data de lançamento 11 Maio 2017 Outras datas
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 76 min (1h16)
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

11 Maio 2017

Duração

76 minutos
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Sinopse

Júlio César de Melo Pinto, um operário negro, foi executado em Porto Alegre pela Polícia Militar, nos anos 1980. A história do jovem é contada através de depoimentos como o de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, o da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.

Gênero:
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Comentários 0
amigos querem ver
caio_mendes_
Caio_
½
3 anos atrás

O Caso do Homem Errado - Brasil - 2017 - visto no dia 27.01.21
Filmes aborda temas pesados mas atuais afinal conta a história de um assassinato cruel, revoltante de Júlio César que foi morto pela polícia onde há muito racismo, caso gravíssimo de negligencia, desrespeito policial e injustiça e preconceito. Ocorreu que no ano de 1987, operário Júlio César de Melo Pinto foi assassinado por policiais ao ser confundido com assaltante. Nesse caso como muitos outros, nos mostra o quanto acontece de inúmeras vítimas de assassinatos de pessoas negras pelas autoridades que deveriam proteger a população, mas cometem um racismo estrutural, a maioria das vítimas são negras onde morrem 2 ou 3 vezes mais na mão dos policiais que vítimas brancas por ex. E além da maioria dos indivíduos presos serem negros. Revoltante mas muito real. Brasil sempre foi um país racista. Enfim nesse caso aqui, graças ao trabalho de fotografia de Ronaldo Bernardi, de Zero Hora que descobriu que Júlio foi morto pelos policiais.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Ele tirou fotos importantes onde mostra que o operário foi algemado e colocado em uma viatura da Brigada Militar, na Avenida Bento Gonçalves, tempo depois o corpo dele chega no pronto socorro praticamente morto

. Muito triste isso. Uma vida destruída de forma fútil, com muito ódio e preconceito, além da família do Júlio que foi destruída, ele sendo inocente, e marcado como assaltante, é muito revoltante. Confundido por assaltante? pensando bem, o Júlio foi usado como bode expiatório por esses assassinos infelizmente. Gostei do documentário, tema muito importante para conhecermos e estudarmos, além de trazer o retrato do maldito racismo, do abuso do poder policial, ignorância e violência desgeneralizada. A morte se tornou banal e descontrolável. Os movimentos sociais foram um dos responsáveis para desvendar o caso. Penso que como o Bruno falou, a linguagem é muito formal do documentário, além da parte da diretora entrevistar algumas pessoas para lembrar do caso e que essa estratégia não deu certo. Muito válido revisitar esse caso, pois caiu no esquecimento, e muitos nem a justiça é colocada em prática como é algo infelizmente comum nesse país. Triste que esses eventos ocorrem com frequencia entre policiais cometendo genocídio contra pobres, negros, favelados, onde eles são tratados como um dos maiores inimigos da sociedade. É de uma tremendo preconceito, nojeira que reviro o estômago. Outro ponto: faltou ter mais entrevistas para enriquecer mais o caso em si (de envolvidos), mais aprofundamento e mais participação de outras pessoas dentro do caso. Mas enfim, bom documentário, importante retrato e fiel do caso revoltante do RS.
Nota: 7,0

brunomandrake
Bruno C.
5 anos atrás

Importante documentário que trás luz a um caso já esquecido no Rio Grande do Sul e nada conhecido nas outras partes do país. Uma temática atual, Infelizmente.

O meu problema com o filme é mais de ordem técnica. Apesar da diretora ser jovem, a linguagem é bastante formal, quadrada. Há uma leve tentativa na parte em que ela aborda as pessoas na rua sobre a lembrança do caso. Uma pena que não haja mais espaço para essas interações.

Cinema também é visual, e intercalar os depoimentos com reportagens impressas ou televisionadas seria importante, seja para ter uma ideia da cobertura midiática e sua repercussão seja até pra saber sobre o Júlio César, e não deixar para o final através apenas do depoimento da esposa.

É um caso revoltante... Bateu ainda mais forte em mim pq sou negro, epilético e com idade semelhante a do Júlio Cesar... Poderia ter acontecido comigo... Pior: Pode acontecer comigo... E o poema recitado durante os créditos com o verso "Eu não posso respirar" deu-me um súbito arrepio como um presságio da frase que verbalizou a indignação contra o assassinato de George Floyd...

civitavecchiajuliana
Juliana Civitavecchia
½
6 anos atrás

"Existe pele alva e pele alvo..."
O caso do homem errado se repete num looping eterno no país que elegeu Bolsonaro em 2018 e que provavelmente o elegerá novamente em 2022.

editado
lairarocha
Laira Rocha
6 anos atrás

Mariana Ferreira assina como produtora-executiva e roteirista nesse documentário. Ela ficou famosa recentemente por ter rebatido a alegação racista de uma realizadora gaúcha de que no Rio Grande do Sul "não se faz filme de senzala". O insta dela é @marianiferreira90 e lá ela sempre aparece discutindo racismo no Brasil e como ele afeta e constrói a produção de cinema.

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