Estranhamento e realidade se confundem nessa livre releitura do famoso Chá de Alice de Lewis Carrol. Partindo de seu mundo interior que se reflete e reconstrói nos personagens, Alice pensa a condição humana.
A produção é imponente, tanto quanto o elenco e o renome da diretora estreante, mas, infelizmente, o roteiro desperdiça-se num circunlóquio que, em sua pretensa atualização da narrativa carroliana, revela-se francamente aburguesado. A diretora esforça-se para conquistar a nossa atenção, através de planos longos, caminhadas, falas superpostas, mas é tudo muito atravessado por abstrações que, em seu bojo, revelam-se classistas. Desgostei, infelizmente! (WPC>)
A produção é imponente, tanto quanto o elenco e o renome da diretora estreante, mas, infelizmente, o roteiro desperdiça-se num circunlóquio que, em sua pretensa atualização da narrativa carroliana, revela-se francamente aburguesado. A diretora esforça-se para conquistar a nossa atenção, através de planos longos, caminhadas, falas superpostas, mas é tudo muito atravessado por abstrações que, em seu bojo, revelam-se classistas. Desgostei, infelizmente! (WPC>)