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Sinopse
Curta de Humberto Mauro durante sua época no INCE. Trata, de forma ensaística, sobre o evento que despertou a Princesa Isabel para a causa da escravidão.
O filme é um pouco chato na primeira parte, e extremamente mentiroso, criminoso mesmo, em toda a sua extensão, pois trata a abolição da escravatura no Brasil como algo relacionado exclusivamente com as preocupações morais da Princesa Isabel e como um presente seu. Além disso, este antigo curta-metragem também a atribui a uma experiência de vida quando adolescente, quando viu uma escrava esfomeada e sedenta. De fato, a Princesa Isabel é mostrada quase como uma santa pura ou uma fada, o que é reforçado pela forma quase mágica como ela é introduzida em cena. A representação também não é a mais inspirada, variando de uma atuação completamente artificial a uma atuação exagerada e imbecil; talvez precisamente nisso precisássemos perder algum tempo a pensar, sobre; há uma dubiedade na figura de Isabel; querem que creiamos que ela era boa e dadivosa, mas se formos prestar atenção, é uma crítica a sua atuação; ao parecer boa demais para libertar, estão a dizer que ela foi, em realidade, uma imbecil ingênua, que jamais deveria ter se prestado a tal papel; um jogo de cena bastante utilizada até hoje, no Brasil, pelo donos do poder. No entanto, o filme também tem boas qualidades. Para além de não perdoar a escravatura, mostra belas imagens, muito bem filmadas. As filmagens que mostram a natureza ou pessoas negras são as que me impressionaram. A minha crítica feroz contra a representação também não é completamente justa, pois a atriz que interpreta, com forte sotaque português, Dona Florípides da Silva, é engraçada e também tem algumas citações bastante boas. Se os Estados Unidos tiveram "O nascimento de uma nação" de David Llewelyn Wark Griffith, nós tivemos esse curta de curta de Mauro; com resultados diferenciados, certamente; mas se prestando ao mesmo interesse...triste...
Por mais ideologicamente precária que seja a trama (na qual a Princesa Isabel assume ares de santidade, conforme o título prenuncia), a qualidade dos cenários, do roteiro e da encenação redimem os defeitos caucasianófilos da abordagem, fazendo com que este curta-metragem mereça a alcunha de clássico! (WPC>)
Ainda que de uma visão histórica conservadora e simplista (como é típico dos filmes do INCE), trata-se de um curta maravilhoso. A imaginação visual e poética de Humberto Mauro é impressionante.
O filme é um pouco chato na primeira parte, e extremamente mentiroso, criminoso mesmo, em toda a sua extensão, pois trata a abolição da escravatura no Brasil como algo relacionado exclusivamente com as preocupações morais da Princesa Isabel e como um presente seu. Além disso, este antigo curta-metragem também a atribui a uma experiência de vida quando adolescente, quando viu uma escrava esfomeada e sedenta. De fato, a Princesa Isabel é mostrada quase como uma santa pura ou uma fada, o que é reforçado pela forma quase mágica como ela é introduzida em cena. A representação também não é a mais inspirada, variando de uma atuação completamente artificial a uma atuação exagerada e imbecil; talvez precisamente nisso precisássemos perder algum tempo a pensar, sobre; há uma dubiedade na figura de Isabel; querem que creiamos que ela era boa e dadivosa, mas se formos prestar atenção, é uma crítica a sua atuação; ao parecer boa demais para libertar, estão a dizer que ela foi, em realidade, uma imbecil ingênua, que jamais deveria ter se prestado a tal papel; um jogo de cena bastante utilizada até hoje, no Brasil, pelo donos do poder. No entanto, o filme também tem boas qualidades. Para além de não perdoar a escravatura, mostra belas imagens, muito bem filmadas. As filmagens que mostram a natureza ou pessoas negras são as que me impressionaram. A minha crítica feroz contra a representação também não é completamente justa, pois a atriz que interpreta, com forte sotaque português, Dona Florípides da Silva, é engraçada e também tem algumas citações bastante boas. Se os Estados Unidos tiveram "O nascimento de uma nação" de David Llewelyn Wark Griffith, nós tivemos esse curta de curta de Mauro; com resultados diferenciados, certamente; mas se prestando ao mesmo interesse...triste...
Apesar do excesso de teatralidade é muito relevante.
Por mais ideologicamente precária que seja a trama (na qual a Princesa Isabel assume ares de santidade, conforme o título prenuncia), a qualidade dos cenários, do roteiro e da encenação redimem os defeitos caucasianófilos da abordagem, fazendo com que este curta-metragem mereça a alcunha de clássico! (WPC>)
Ainda que de uma visão histórica conservadora e simplista (como é típico dos filmes do INCE), trata-se de um curta maravilhoso. A imaginação visual e poética de Humberto Mauro é impressionante.