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Data de lançamento
17 Nov. 2016Duração
Após os atentados terroristas à Maratona de Boston em 2013, um grupo formado pelo Sargento da Polícia Tommy Saunders, o Agente Especial Richard Deslauries, o Comissário da Polícia Ed Davis, o Sargento Jeffrey Pugliese e a enfermeira Carol Saunders se une aos bravos sobreviventes para identificar e capturar os responsáveis pelo ataque terrorista antes que eles possam fazer novas vítimas.
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PATRIOTS DAY
Direção: Peter Berg
Ano: 2016
Assistido em: 02/05/2026
O começo da década de 2010 foi um período muito turbulento na minha vida: faculdade, trabalho, o período em que fui militar do Exército... Enfim, meus dias eram tão curtos que a última coisa para a qual eu tinha tempo era acompanhar noticiários. Entretanto, o atentado terrorista na Maratona de Boston foi algo que não me passou despercebido. Eu escutei alguns detalhes sobre a tragédia na época e, poucos dias depois, veio a notícia de que a polícia havia conseguido prender um dos culpados. O que eu não tinha a menor noção era do quão gigantesca foi toda essa situação. Bom, pelo menos é isso que o diretor Peter Berg nos faz acreditar através do seu filme Patriots Day.
Durante a Maratona de Boston de 2013, duas bombas explodem próximas à linha de chegada, matando espectadores e deixando centenas de feridos em meio ao caos e ao pânico generalizado. Nos dias seguintes, a cidade entra em estado de alerta enquanto o sargento Tommy Saunders acompanha a investigação que mobiliza o FBI, a polícia local e agentes federais na tentativa de localizar os irmãos responsáveis pelo atentado antes que eles façam novas vítimas.
O Berg é um diretor que gosta bastante de trabalhar tragédias em suas produções, principalmente com Mark Wahlberg como protagonista. Mas o fato que mais me chamou atenção é como Hollywood parece estar perdendo a sensibilidade para tratar situações tão delicadas. Antigamente, quando ocorria uma tragédia e eles resolviam levá-la para o cinema, existia um intervalo um pouco mais considerável. Hoje em dia, parece que a desgraça acontece e eles já anunciam o projeto. Este aqui, por exemplo, chegou apenas três anos após o ocorrido e, convenhamos, é um tempo muito curto para apresentar uma dramatização. Mas, enfim, não estou aqui para julgar isso, apenas para reforçar que americano gosta muito de ter suas feridas nacionais abertas ao ver grandes tragédias retratadas no cinema.
A guerra entre os Estados Unidos e o islamismo não começou hoje, tampouco em 2013. É algo muito mais antigo e, infelizmente, ainda vemos reflexos disso em 2026. Uma passagem da obra que achei absurdamente surreal, e que só poderia mesmo ter saído da mente de roteiristas de cinema, é quando um dos terroristas diz que o 11 de setembro foi fabricado pelo governo americano e que o islamismo não foi responsável pelos ataques. A ironia é que eles querem “provar” isso justamente matando inúmeros civis.
Mark Wahlberg é um colaborador recorrente do Berg, que muitas vezes o escala para papéis nos quais ele não seria nem de longe o ator mais adequado. E aqui, convenhamos, ele é o protagonista, mas meio que sobra na história. O roteiro tenta cobrir o máximo possível dos elementos que levaram àquela tragédia, e não são poucos. São várias pessoas envolvidas, e Berg opta por algo bastante incomum em filmes desse tipo. Ao invés de apenas mostrar os personagens em cena quando a ação começa, ele dedica um pequeno background para cada uma daquelas vidas. Isso acaba tomando tempo do protagonista, mas não é algo ruim. Nós não precisamos acompanhar profundamente a vida do policial Tommy; o que interessa é a ação dele no dia do atentado, e a produção entende isso muito bem. Justamente por isso, o roteiro fica dinâmico, está sempre em constante movimento.
A direção é muito boa. Ela é ágil, cria excelentes momentos de tensão e nos mantém bastante entretidos diante da tela. O elenco também dispensa comentários: há muitos atores bons, embora, infelizmente, exista gente demais para que todos tenham espaço suficiente. A trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross é muito boa, a edição é eficiente e você não fica perdido em meio a tantos acontecimentos. Tecnicamente, é um trabalho muito bem realizado e executado.
O resultado final só não é melhor por conta da cena final. Já é recorrente nas obras do diretor inspiradas em fatos reais trazer alguns dos envolvidos para dar depoimentos. Isso funcionaria bem em um documentário, mas aqui não é o caso. Mostrar um card final com fotos e informações das pessoas reais já seria suficiente, como normalmente acontece. Porém, a produção toma um tempo excessivo exibindo depoimentos, e isso, ao invés de enriquecer, enfraquece a narrativa. Berg deveria confiar mais no próprio trabalho, no roteiro e nos atores para fazer o público compreender o peso da história. Trazer as pessoas reais acaba sendo desnecessário e prolonga demais algo que já havia terminado no momento certo.
Eu gosto desse filme, outro que peguei pra rever, muito bom.
"Um retrato cru e meticuloso sobre o atentado na Maratona de Boston. O filme brilha ao focar na logística da investigação e no espírito de comunidade, fugindo do patriotismo barato para entregar um thriller de tirar o fôlego. Montagem frenética e atuações sólidas. Essencial e emocionante. ⭐⭐⭐⭐"
da pra sentir com as pessoas o terror e desespero que as pessoas sentiram no dia do atentado, principalmente por conta que foi o maior atentado depois do 11set. A mente humana é algo muito louco! Como pode duas pessoas tão novas não ter amor a vida (a deles e a de outras pessoas).
chorei quando a foto do martin richard apareceu