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Duração
Em um sonho de uma noite de verão, Lucia, uma botânica do Rio de Janeiro, encontra uma força misteriosa chamada S, que parece recolorir seus dias e, sutilmente, remodelar sua realidade e sua rede de relacionamentos. Reunindo fragmentos de um filme perdido, ela vai, aos poucos, decifrando o mistério projetado em outros corpos e horizontes — mil vezes esquecido e novamente relembrado.
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Tentando encontrar os bons aspectos: apesar de eu sentir que zombavam da minha cara quando, depois de uma hora de busca existencial (?) por algo revelado parcialmente num sonho (?) e que se manifesta numa "planta alienígena", a protagonista confessa que, "no fim, entendi que a ternura é o que mais importa" (sic) e de perceber que as sete variações de palavras começadas com S (Sinema, Sítio, Saudade , Sábado, Superfície, Samba e Submarino) não justificam os segmentos incoesos a elas dedicadas, há algo de fluente no ritmo do filme, não o achei enfadonho em si. Porém, o roteiro forçado em seu esvaziamento de motivações ("tenho sede, preciso de água!" e nada de levantar para buscar...) realmente parece uma poiada de mau gosto, com um único mote, repetido à exaustão... A protagonista é esforçada e gosto dos encontros cumulativos com os vários amantes (o incrível Renan Rovida entre eles), mas o diretor reaproveita mal as sobras de ORÁCULO, de um curta paronímico e de outros materiais abandonados: ele quer fazer uma homenagem (ou imitação) ao bressaneanismo, mas não há paixão demonstrada neste percurso de busca, não há afeto legítimo na constatação da tal ternura. Logicamente, apreciei a aparição falante de Hernani Heffner, mas este filme é um despropósito cavalar: tem alguém lavando dinheiro aqui?! (WPC>)