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Adaptação de um romance de J. Storer Clouston. Durante a Primeira Guerra Mundial, um capitão da marinha alemã é enviado como espião em uma missão no norte da Escócia. Lá, ele conhece e se envolve com a professora local, que guarda um importante segredo.
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Ótimo filme de espionagem, ambientado na 1a Guerra Mundial, com boa dose de suspense e um ótimo para central (Veidt e Duprez).
Comprei a proposta bélica por causa do diretor, que oferece-nos um brilhante estudo de composição homossexual, desde a abertura lasciva, num hotel de luxo lidando com o racionamento de víveres (mas não de matéria erótica). Conrad Veidt compõe o personagem-título de maneira soturna, desconfiada, às sombras, como se estivesse perenemente condenado ao expressionismo. Mas é June Duprez quem encanta, sobretudo quando vamos desvendando as camadas meta-interpretativas de sua personagem. O ritmo é acelerado e confuso, às vezes, mas tudo é compensando pelas entrelinhas do roteiro, ainda que o desfecho recaia num ode típica à superioridade de um país sobre outro, no combate. Compreensível, afinal de contas, mas preferimos a comunhão - e, nesse sentido, as angústias do espião dão-nos mais pena que raiva, tadinho! (WPC>)
Maratona P&P. Ótima história, roteiro bem feito, sem erros e furos e muito bem conduzido.
É sempre gratificante ver os filmes do Michael Powell, por isso acho que é um diretor que deveria ser mais lembrado. Neste filme ambientado na 1ª Guerra Mundial, temos uma ótima história de espionagem, com várias reviravoltas, em que se destaca a abordagem imparcial, retratando alemães e ingleses como pessoas, e não como monstros sanguinários e heróis sagrados. Destaque também para a fotografia de film noir, o que ajuda muito na imersão.
Produção inglesa que foi a 1° colaboração entre os cineastas britânicos Michael Powell (1905-1990) e Emeric Pressburger (1902-1988). Eles foram reunidos pelo produtor/diretor Alexander Korda (1893-1956) para fazer o thriller de espionagem da Primeira Guerra Mundial, da obra de 1917 "The spy in black", de Joseph Storer Clouston (1870-1944), em um filme. Powell e Pressburger acabaram fazendo mais de 20 filmes durante a parceria."
O filme tem outros títulos no Brasil: "O espião submarino" e "O espião de preto". Escrita forte combina com cinematografia impressionante e direção talentosa para tornar isso um entretenimento satisfatório. O "U-Boat 29" é um dos mais emocionantes melodramas de espiões desde o advento da Segunda Guerra Mundial. Escuridão, pressentimento e arrependimento, em vez de qualquer senso de propaganda, dominam essa história de espionagem extraordinariamente atmosférica da Primeira Guerra Mundial feita na véspera da Segunda Guerra Mundial. Este filme pode até ficar aquém de ser um clássico, mas você não pode argumentar com o quão instigante é o filme - e é um emocionante e divertido thriller de guerra. A ação custa a ser mostrada, a não ser nos 10 minutos finais, mas a tensão e o suspense aparece durante quase toda a estória.