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Outros títulos
The Festival of Troubadours - Estados Unidos da América
Sinopse
A jornada de um pai, Heves Ali, que nunca conheceu seu filho, Yusuf, em 25 anos. O encontro inesperado, no entanto, vai acabar abrindo feridas do passado.
ŞIKLAR BAYRAMI Direção: Özcan Alper Ano: 2022 Assistido em: 03/09/2023
Continuando minha jornada em busca de filmes fora do eixo Britânico-Americano, resolvi dar uma chance para essa produção truca da Netflix. É sempre bom conhecer filmes de outros países, ser apresentado a novas culturas, e até mesmo a novas técnicas cinematográficas diferentes daquelas que são comuns na velha Hollywood. Com “O festival dos trovadores” temos uma história promissora, que infelizmente não rendeu tudo que poderia e deveria ter rendido.
Após longos 25 anos sem ver o seu pai, Yusuf tem a surpresa do homem simplesmente bater em sua porta certo dia, pedindo abrigo por uma noite. A princípio o jovem quer apenas sair daquela constrangedora situação, e deixar o velho músico seguir seu caminho, entretanto a necessidade de acertar os ponteiros fala mais alto e Yusuf decide que levaria Heves Ali até seu almejado destino de carro, enquanto aproveitaria da oportunidade para entender o porque de ter sido abandonado por tanto tempo.
Eu sou um confesso admirador de road movies, “Rain Man” (1988) e “Thelma & Louise” (1991) estão entre meus filmes favoritos da vida. Portanto quando li a sinopse desse aqui fiquei bastante empolgado, pai e filho há muito afastados de repente recebendo uma nova chance da vida, logo eu espera uma história com bastante carga emocional, e principalmente com grande momentos de conflito, espera ver o filho exorcizando toda a mágoa, todo o ressentimento de 25 anos, mas isso não ocorre, o roteiro é morno, até mesmo gelado em muitos momentos. Se você espera grandes sequencia de embate, ficará frustrado como eu fiquei, pois aqui não há nada disso.
A produção é salva pelo (beleza) talento de Kıvanç Tatlıtuğ e Settar Tanrıöğen ambos muito bem em seus personagens, com atuações bastante sensíveis que passam muito bem as dúvidas do filho e o remorço do pai, ambos dão muito mais profundidade a seus personagens do que o roteiro. Outro trunfo, são as belíssimas paisagens do interior da Turquia, um país não muito explorado na cultura ocidental, mas que é repleto de lugares inacreditáveis.
Em linhas gerais, “O Festival dos Trovadores” desperdiça a chance de entregar um grande drama de reconciliação entre pai e filho, a sensação que fica é que poderia ter rendido bem mais, caso o roteiro/direção deixasse seus protagonistas terem reações mais passionais diante de uma situação tão atípica, falta um pouco da paixão latina, mas provavelmente o erro seja meu, por que cobrar dos turcos um comportamento que talvez não seja inerente aquele povo.
é um filme silencioso, mas que fala muita coisa.
ponto alto para as atuações e a trilha sonora.
ŞIKLAR BAYRAMI
Direção: Özcan Alper
Ano: 2022
Assistido em: 03/09/2023
Continuando minha jornada em busca de filmes fora do eixo Britânico-Americano, resolvi dar uma chance para essa produção truca da Netflix. É sempre bom conhecer filmes de outros países, ser apresentado a novas culturas, e até mesmo a novas técnicas cinematográficas diferentes daquelas que são comuns na velha Hollywood. Com “O festival dos trovadores” temos uma história promissora, que infelizmente não rendeu tudo que poderia e deveria ter rendido.
Após longos 25 anos sem ver o seu pai, Yusuf tem a surpresa do homem simplesmente bater em sua porta certo dia, pedindo abrigo por uma noite. A princípio o jovem quer apenas sair daquela constrangedora situação, e deixar o velho músico seguir seu caminho, entretanto a necessidade de acertar os ponteiros fala mais alto e Yusuf decide que levaria Heves Ali até seu almejado destino de carro, enquanto aproveitaria da oportunidade para entender o porque de ter sido abandonado por tanto tempo.
Eu sou um confesso admirador de road movies, “Rain Man” (1988) e “Thelma & Louise” (1991) estão entre meus filmes favoritos da vida. Portanto quando li a sinopse desse aqui fiquei bastante empolgado, pai e filho há muito afastados de repente recebendo uma nova chance da vida, logo eu espera uma história com bastante carga emocional, e principalmente com grande momentos de conflito, espera ver o filho exorcizando toda a mágoa, todo o ressentimento de 25 anos, mas isso não ocorre, o roteiro é morno, até mesmo gelado em muitos momentos. Se você espera grandes sequencia de embate, ficará frustrado como eu fiquei, pois aqui não há nada disso.
A produção é salva pelo (beleza) talento de Kıvanç Tatlıtuğ e Settar Tanrıöğen ambos muito bem em seus personagens, com atuações bastante sensíveis que passam muito bem as dúvidas do filho e o remorço do pai, ambos dão muito mais profundidade a seus personagens do que o roteiro. Outro trunfo, são as belíssimas paisagens do interior da Turquia, um país não muito explorado na cultura ocidental, mas que é repleto de lugares inacreditáveis.
Em linhas gerais, “O Festival dos Trovadores” desperdiça a chance de entregar um grande drama de reconciliação entre pai e filho, a sensação que fica é que poderia ter rendido bem mais, caso o roteiro/direção deixasse seus protagonistas terem reações mais passionais diante de uma situação tão atípica, falta um pouco da paixão latina, mas provavelmente o erro seja meu, por que cobrar dos turcos um comportamento que talvez não seja inerente aquele povo.
Esperava mais mas deu para passar o tempo kkkk