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Duração
A velha Perpétua, sentindo a presença da morte, resolve preparar Zeca, o seu querido neto, para a separação que se aproxima, contando-lhe a história de um rei e uma rainha, muito ricos e poderosos, que perderam o único filho e que querem trazê-lo de volta à vida. Enquanto Perpétua conta a história, Damião e Josefa trabalham para sustentar a família e preparar o casamento da filha Fátima. Ao final, a história contada por Perpétua e o destino daquela família se cruzam.
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Triste e melancólico, nessa vibe!
Em alguns pontos esse filme me lembra muito (o clássico) “Vidas Secas”. A vida de uma família no interior do Ceará é retratada de modo simples e direto, e quase nada acontece, tal qual o filme de Nelson Pereira dos Santos. Quase não existe história, quase não se ouve um diálogo, e os poucos que se sucedem, são quase incompreensíveis. Pode até ser um filme de visual bonito, mas é tremendamente monótono. O que se sobressai é a relação entre a avó doente e o neto, mas o que poderia ser o ponto de maior apelo emocional da história, passou “meio” batido. Desculpa aí aos entusiastas, mas não gostei do filme e foi muito difícil vê-lo até o fim.
o Ivo não deixa passar uma, né...
vi o filme despretensiosamente no arte 1, sem saber nada sobre (a programação da tv à cabo tava com erro, não aparecia nem o nome do filme). fiquei impressionada com a beleza singela da história e o ritmo verossímil tão harmônico com a atmosfera psicólogica dos personagens. mas o que me pegou mesmo foi a fotografia: belíssima com iluminações naturais do sertão tão perfeitas que pareciam calculadas e iluminações no menino Zeca tão caravaggianas quanto orgânicas.
eis que, para minha surpresa, nos créditos descubro que o filme é do conterrâneo Petrus Cariry (tava apostando em algum pernambucano, a maioria das fichas foram no Mascaro).
e eis que, não para minha surpresa, a fotografia é de Ivo Lopes Araújo.
Vi alguns trechos no canal Arte 1, infelizmente pelo horário não pude ver com atenção necessária.
Já deu para perceber a linda fotografia e a lentidão do filme que busca retratar o ritmo de vida desacelerado do ambiente no qual vivem seu personagens.
A velocidade do filme é intencional, ela nos faz sentir a rotina diária das personagens. A vida lenta e enfadonha, sem grandes perspectivas e caminhando para onde todos estamos: a última viagem. O roteiro, que é baseado em uma das parábolas de Buda, http://www.maisbelashistoriasbudistas.com/mostarda.htm, ficou maravilhosamente bem ambientado na realidade nordestina, no homem simples e comum. Um filme forte, de infinita ternura e fincado na realidade brasileira. Indico para quem aprecia a temática.