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Data de lançamento
27 Abril 1928Duração
Herdeiro de um ducado, Gwynplaine é seqüestrado quando garoto e, por ordem do rei, desfigurado - ele fica com o rosto esculpido num perpétuo sorriso macabro. Quando cresce, acaba virando atração de circo como palhaço. Esse é o início da saga do herói de aparência assustadora, mas de uma humanidade comovente. Baseado na obra do escritor francês Victor Hugo.
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Obra-prima.
ele chorando e tapando os olhos
"A rainha fez de mim um lorde, mas, antes, Deus fez de mim um homem."
Tão impressionante quanto comovente.
- o pobre ta igual o povo de ebisu depois de comer as smiles, grandes chances do oda ter tirado a ideia desse filme
- bastante inspirado no expressionismo alemão e o visual do protagonista inspirou o coringa, um filme deveras histórico
- o cara tinha o coração muito bom desde de criança, tão bom que ficou com essa neura de não ficar com a mulher mesmo os dois se amando por causa do que fizeram com ele mesmo que não fosse afetar ela em nada
O filme "The Man Who Laughs", dirigido por Paul Leni, é uma obra notável do cinema mudo que une o drama aos elementos visuais do expressionismo alemão. Baseado no romance de Victor Hugo, o longa acompanha Gwynplaine, um jovem desfigurado ainda na infância e que posteriormente transforma-se em atração circense.
Conrad Veidt, no papel de Gwynplaine, entrega uma atuação profundamente comovente, equilibrando a dor interna do personagem com a teatralidade exigida por sua condição de 'palhaço'. É um exemplo cruel da forma como a sociedade consome o sofrimento como espetáculo.
Sua expressividade silenciosa, feita apenas com gestos e olhares, revela uma alma dilacerada, e é justamente essa dualidade que torna seu trabalho tão poderoso. Ao lado de Veidt, outro ator se destaca: Brandon Hurst interpreta Barkilphedro, um bufão cínico e calculista, um réptil em forma humana. Os dois personagens, com visual marcante e atuação excepcional, conduzem toda a carga dramática da história.
A maquiagem de Gwynplaine, aliás, não é apenas estética; ela é narrativa e um dos elementos mais impactantes do filme. O trabalho realizado é ao mesmo tempo perturbador e fascinante. Essa caracterização não apenas define o visual do personagem, mas também molda a atmosfera do filme, levando-o equivocadamente a ser classificado como terror.
É uma obra atemporal que provoca reflexões sobre a realidade por trás das aparências, nos convidando a treinar melhor o olhar para enxergarmos o humano, e não somente o grotesco.