Dirigido por
Duração
Do jardim da casa de Derek Jarman aos jardins de Éden, essa incursão visual tem como objetivo provocar reflexões sobre a secular perseguição aos homossexuais, culminando com a crise contemporânea sobre a proliferação do vírus da Aids.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
- aqui o diretor da uma guinada bem diferenciada na sua filmografia, ainda trabalha bastante o visual, mas o mais importante acaba sendo as criticas feitas a sociedade da época, contra todo preconceito que tinha/tem contra minorias
- bem legal os paralelos que vai fazendo com momentos históricos e bíblicos com os atuais
- mas o exagero no uso de tela verde me decepcionou um pouco
Quando comecei a assistir esse filme e percebi que era meio "Indie" achei que não iria gostar mas acabei gostando muito. Parabéns para os atores e ao diretor pelo trabalho maravilhoso.
Em O Jardim, Derek Jarman faz uma analogia bíblica para refletir sobre intolerância, cristianismo, AIDS e perseguição aos homossexuais. Evocando os quatro elementos da natureza, o filme tem um visual ousado, conceitual, colorido e mórbido, com uma câmera nervosa e o uso do fundo verde.
Numa mistura peculiar de surrealismo e fúria, O Jardim, é tão misterioso quanto intenso. Há uma imagem dos Doze Apóstolos como 12 mulheres em babushkas, sentadas a uma mesa à beira-mar enquanto correm solenemente os dedos nas bordas de taças de vinho para criar um zumbido sinistro.
Cristo é substituído por um casal gay, que nas cenas iniciais são vistos como amantes inocentes, mais tarde começam a ser assediados e perseguidos, inclusive por uma gangue de papais Noel, que cantam “God Rest Ye Merry, Gentlemen”.
Tilda Swinton, a musa de Derek Jarman, aparece como a Madona, ora vestida de rainha com um bebê, ora sendo fotografada por paparazzis mascarados ou desesperada acompanhando a crucificação dos homossexuais. Maria Madalena é uma drag queen esfarrapada e cintilante. Judas tem dois cartões de crédito.
O senso estético e imersivo do diretor eclipsa facilmente seus talentos conceituais. O Jardim tem uma energia ardente e caleidoscópica para compensar a natureza fácil de alguns de seus pensamentos mais inevitáveis. Além disso, tem a autenticidade da sua própria condição de soropositivo.
Com uma estética moderna, e uma linguagem de videoclipe, o filme ainda invoca imagens de uma usina nuclear, saunas com gays mais velhos e um momento musical Think Pink, que traz um pouco de leveza para um filme irônico e sombrio. As flores do jardim são usadas como fonte de esperança diante de um cenário assombroso de caos.
I walk in this Garden
Holding the hands of dead friends,
Old age came quickly for my frosted generation.
Cold, cold, cold
They died so silently.
Did the forgotten generations scream?
Or go full of resignation
Quietly protesting innocence?
Cold, cold, cold
They died so silently.
I have no words.
My shaking hand cannot express my fury. Sadness is all I have, wo words.
Cold, cold, cold
You died so silently.
Linked hands at 4.00 am
Deep under the city, you slept on,
Never heard the sweet flesh song.
Cold, cold, cold
Matthew fucked Mark, fucked Luke, fucked John
Who lay on the bed that I lie on.
Touch fingers again as we sing this song. Cold, cold, cold
We die so silently.
My gilly flowers, roses, violets blue,
Sweet garden of vanished pleasures.
Please come back next year.
Cold, cold, cold
I die so silently.
LINDO! LINDO!