Vencedor do Prêmio do Juri no Festival de Cannes. Confesso que tinha um pé atrás com o diretor porque nunca consegui me conectar muito bem com seu filme Sinônimos apesar de reconhecê-lo como um filme muito bom. Este porém acabou entrando na minha lista de melhores do ano, senão O melhor. Amei! Tipo de filme que eu gosto, com toda a metalinguagem e crítica ácida (ao estado terrorista de Israel, ao sistema capitalista, a cultura de guerra, a normalização de uma realidade orwelliana ou tantas outras coisas). Nadav Lapid se faz tão necessário e talvez um dos maiores diretores da atualidade. A parte técnica é simplesmente maravilhosa e toda a construção da história com a explosão verborrágica em uma das cenas mais emblemáticas dos últimos anos. Certo, confesso que não é um filme que vá agradar uma grande maioria, mas é daqueles filmes que me conquistam.
Sinônimos (2019) e A Professora do Jardim de Infância (2014) me pareceram mais palatáveis do que este, que traz um personagem excessivamente verborrágico (Lapid adora as palavras, sabemos) e politizado, o que torna esse filme mais radical do que os anteriores. E possivelmente menos agradável (ou interessante) de se assistir.
Eu acho que Nadav Lapid não é pra mim mesmo. Depois de “Sinônimos” ter caído quadrado, seu novo trabalho foi triplamente insatisfatório pra mim. Talvez pela sua insanidade ou direção nada convencional, que acaba dificultando (pelo menos pra mim) uma compreensão geral do que ele quer transmitir. Que é um filme sobre Israel e seu governo pautado pelo apartheid social isso todo mundo entende, mas a forma como ele apresenta essa questão é desfocada - seu vai e volta é muito confuso, pra não dizer que é chato - e muito, mas MUITO aborrecida. Enfim... foi de longe o pior da mostra até aqui. Fazia tempo que não via um filme tão insuportável na vida, meu Deus.
Sou absolutamente apaixonado por SINÔNIMOS e, após deparar-me com as frustrações e insatisfações de diversos amigos em relação a este novo trabalho do diretor, assisti e reassisti ao 'trailer', antes de adentrar a sessão, a fim de evitar comparações desvalorativas. Foi uma estratégia certeira: apesar de as lembranças traumáticas do serviço militar serem similares em ambos os filmes, esta nova proposta é radicalmente diferente, quiçá mais autobiográfica e ainda mais iracunda: o protagonista chega a ser desagradável no modo como reage às insatisfações que o circundam. Mas eu compreendi e senti o mesmo: fiquei com raiva também. Afinal, o que o diretor denuncia quanto ao governo israelense tem muito a ver com o que sofremos atualmente no Brasil. Amei a montagem, as movimentações esquizofrênicas de câmera e o uso expressivo das canções executadas. Adorei! (WPC>)
Vencedor do Prêmio do Juri no Festival de Cannes. Confesso que tinha um pé atrás com o diretor porque nunca consegui me conectar muito bem com seu filme Sinônimos apesar de reconhecê-lo como um filme muito bom. Este porém acabou entrando na minha lista de melhores do ano, senão O melhor. Amei! Tipo de filme que eu gosto, com toda a metalinguagem e crítica ácida (ao estado terrorista de Israel, ao sistema capitalista, a cultura de guerra, a normalização de uma realidade orwelliana ou tantas outras coisas). Nadav Lapid se faz tão necessário e talvez um dos maiores diretores da atualidade. A parte técnica é simplesmente maravilhosa e toda a construção da história com a explosão verborrágica em uma das cenas mais emblemáticas dos últimos anos. Certo, confesso que não é um filme que vá agradar uma grande maioria, mas é daqueles filmes que me conquistam.
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Sinônimos (2019) e A Professora do Jardim de Infância (2014) me pareceram mais palatáveis do que este, que traz um personagem excessivamente verborrágico (Lapid adora as palavras, sabemos) e politizado, o que torna esse filme mais radical do que os anteriores. E possivelmente menos agradável (ou interessante) de se assistir.
Eu acho que Nadav Lapid não é pra mim mesmo. Depois de “Sinônimos” ter caído quadrado, seu novo trabalho foi triplamente insatisfatório pra mim. Talvez pela sua insanidade ou direção nada convencional, que acaba dificultando (pelo menos pra mim) uma compreensão geral do que ele quer transmitir. Que é um filme sobre Israel e seu governo pautado pelo apartheid social isso todo mundo entende, mas a forma como ele apresenta essa questão é desfocada - seu vai e volta é muito confuso, pra não dizer que é chato - e muito, mas MUITO aborrecida. Enfim... foi de longe o pior da mostra até aqui. Fazia tempo que não via um filme tão insuportável na vida, meu Deus.
Sou absolutamente apaixonado por SINÔNIMOS e, após deparar-me com as frustrações e insatisfações de diversos amigos em relação a este novo trabalho do diretor, assisti e reassisti ao 'trailer', antes de adentrar a sessão, a fim de evitar comparações desvalorativas. Foi uma estratégia certeira: apesar de as lembranças traumáticas do serviço militar serem similares em ambos os filmes, esta nova proposta é radicalmente diferente, quiçá mais autobiográfica e ainda mais iracunda: o protagonista chega a ser desagradável no modo como reage às insatisfações que o circundam. Mas eu compreendi e senti o mesmo: fiquei com raiva também. Afinal, o que o diretor denuncia quanto ao governo israelense tem muito a ver com o que sofremos atualmente no Brasil. Amei a montagem, as movimentações esquizofrênicas de câmera e o uso expressivo das canções executadas. Adorei! (WPC>)
Gosto muito dos outros fimes do cineasta Nadav Lapid. Este é um filme extremamente simples. Fiquei muito desapontado. Não aprofunda no tema proposto.