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Data de lançamento
25 Junho 2014Duração
Em Israel, somente os rabinos tem o poder de firmar ou dissolver um casamento. Mas esta última opção só se concretizará se houver total consentimento do marido. Viviane Amsalem (Ronit Elkabetz) está pedindo um divórcio há três anos, mas seu marido, Elisha (Simon Abkarian), a nega. A intransigência do marido e a determinação de Viviane em lutar por sua liberdade dão o contorno deste processo.
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Como pode um filme de desenvolvimento lento, que se passa em um único cenário, deixar a gente com tanta raiva? Passei um nervoso, que olha... francamente. Vontade de entrar na tela e descer o braço na macharada, principalmente no todo "calmo e comedido" Elisha. Cada vez que ele abria a boca ou tinha qualquer reação eu revirava os olhos.
Fiquei triste por saber, quando fui pesquisar, que a atriz principal (que também dirigiu o filme ao lado de seu irmão) faleceu há quase dez anos, já.
ódio e desepero...
Ao final comecei a sentir uma angústia, me fez lembrar de história de um casamento, as amarguras de um casal, os descontentamentos, as feridas. O que piora aqui é o fato de Viviane nunca realmente ter querido se casar.
Que situação horrível para uma mulher ter que viver a sombra de um homem, de ser subjugada, menosprezada, diminuída e ignorada por convenção de uma sociedade perante mandamentos datados e retrógrados. Eu evito julgar, tomar partido, ver algo pela dinâmica de um ponto de vista preestabelecido, mas aqui não dá, não tem como. Se você tem um mínimo bom senso, você sabe que o que acontece aqui é horrível, é desumano, é desalentador, ninguém deveria passar pelo constrangimento e desgaste físico e mental para poder ter simplesmente o direito a própria liberdade.
Tenho que destacar a atuação excelente de todo o elenco, que mesmo numa língua da qual estou habituado a ouvir conseguiu me despertar os vários sentimentos citados anteriormente e a atriz que interpreta a Viviane é incrível. Um filme que merece ser visto na ótica do que não querer que a nossa sociedade seja.
Que angústia!
Viviane só consegue o divórcio depois de quatro anos de muita luta. A mulher não é respeitada, não tem direitos e seus sentimentos, opiniões não são levados em consideração. Abuso desse homem, Elisha. Tem Viviane como uma posse e no final vemos a real razão que ele hesitava tanto em consentir com a separação.
E no fim é um alívio!
Quanto mais eu vejo filmes do Oriente Médio, mais eu penso sobre onde vivo