O roteiro, dividido em três partes, narra a sangrentadivisão do mundo entre grupos rivais, os Pandavas e Kauravas. Enquanto as raízes do conflito se desenrolam, forma-se um paralelo com as contradições do presente.
Filme dividido em 3 partes onde a 1ª e a 3ª são muito boas . A 2ª começa boa mais fica cansativa e sem ação . Filme feito em cenários e sem grandes efeitos especiais . Mostra pessoas de diversas raças para representar o povo hindu . Gostei da caracterização do Ganesha ( deus elefante ) . Por ter muitos personagens , a estória ( ou história ) é um pouco confusa ( pelo menos para mim ) . O final de um dos irmãos ( o que sobreviveu ) também achei confuso . Mesmo assim , é um bom filme .
Mais de vinte anos depois, revejo o filme e permaneço fascinado e hipnotizado por sua poesia, pela beleza das tramas rizomáticas, pela diversidade étnica, pela riqueza do poema original (preciso muito lê-lo!), pela direção que serve-se de uma estrutural teatral mas transcende-a via múltiplos recursos de metalinguagem. Descobri este filme na pré-adolescência e converteu-se num dos meus favoritos desde então. Fiquei surpreso ao perceber que lembrava de cenas, nomes, diálogos inteiros. Soberbo! Infelizmente, meus companheiros de sessão não reagiram da mesma forma, acusando o filme de assemelhar-se à linguagem do extinto "Telecurso 2000", pasmem. Seja como for, tremi de satisfação revivida: filmaço! Definitivamente, um de meus favoritos e moralmente constitutivos! <3 (WPC>)
Só pra deixar claro, a ideia de atores de todas as etnias e cores foi proposital, para dar um ar universal à história e não deixá-la presa somente a uma região do mundo. Achei genial, me incomoda muito o "bairrismo" de alguns filmes que pretendem ser espirituais.
Adaptação do texto religioso mais relevante da cultura indiana, "O Mahabharata", de Peter Brook, é um mega-metragem que oscila gravemente. Em alguns momentos, não tem como não ficar impressionado e fascinado com a riqueza e a complexidade mitológica da Índia. Já em outros, a forma absurda e até mesmo ridícula na qual certas situações são transpostas do poema para a película acabam acarretando algumas gargalhadas de humor involuntário. Peter Brook - um diretor de teatro! - não consegue escapar de suas raízes, criando um filme televisivo, estático, meio maçante e muito dependente de cenários e figurinos que denunciam sua artificialidade (como, por exemplo, a 'Ganesha' da primeira parte da projeção, que não estaria deslocada se estivesse em alguma das versões de 'O Sítio do Pica-Pau Amarelo'). A direção de atores também é tremendamente prejudicada por conta disso. Há performances muito boas em "O Mahabharata", mas há também um número significativo de más atuações que, ao falarem as absurdas falas de um filme calcado no surrealismo, causam um certo constrangimento alheio de se assistir. Três estrelas para um gigantesco filme que se esforça em alcançar a grandiosidade espiritual da obra que lhe deu origem, mas que, ao invés disso, se aproxima perigosamente de ser uma mera visão ocidental superficial e estereotipada da mitologia indiana.
Filme dividido em 3 partes onde a 1ª e a 3ª são muito boas . A 2ª começa boa mais fica cansativa e sem ação . Filme feito em cenários e sem grandes efeitos especiais . Mostra pessoas de diversas raças para representar o povo hindu . Gostei da caracterização do Ganesha ( deus elefante ) . Por ter muitos personagens , a estória ( ou história ) é um pouco confusa ( pelo menos para mim ) . O final de um dos irmãos ( o que sobreviveu ) também achei confuso . Mesmo assim , é um bom filme .
Mais de vinte anos depois, revejo o filme e permaneço fascinado e hipnotizado por sua poesia, pela beleza das tramas rizomáticas, pela diversidade étnica, pela riqueza do poema original (preciso muito lê-lo!), pela direção que serve-se de uma estrutural teatral mas transcende-a via múltiplos recursos de metalinguagem. Descobri este filme na pré-adolescência e converteu-se num dos meus favoritos desde então. Fiquei surpreso ao perceber que lembrava de cenas, nomes, diálogos inteiros. Soberbo! Infelizmente, meus companheiros de sessão não reagiram da mesma forma, acusando o filme de assemelhar-se à linguagem do extinto "Telecurso 2000", pasmem. Seja como for, tremi de satisfação revivida: filmaço! Definitivamente, um de meus favoritos e moralmente constitutivos! <3 (WPC>)
Só pra deixar claro, a ideia de atores de todas as etnias e cores foi proposital, para dar um ar universal à história e não deixá-la presa somente a uma região do mundo. Achei genial, me incomoda muito o "bairrismo" de alguns filmes que pretendem ser espirituais.
Adaptação do texto religioso mais relevante da cultura indiana, "O Mahabharata", de Peter Brook, é um mega-metragem que oscila gravemente. Em alguns momentos, não tem como não ficar impressionado e fascinado com a riqueza e a complexidade mitológica da Índia. Já em outros, a forma absurda e até mesmo ridícula na qual certas situações são transpostas do poema para a película acabam acarretando algumas gargalhadas de humor involuntário. Peter Brook - um diretor de teatro! - não consegue escapar de suas raízes, criando um filme televisivo, estático, meio maçante e muito dependente de cenários e figurinos que denunciam sua artificialidade (como, por exemplo, a 'Ganesha' da primeira parte da projeção, que não estaria deslocada se estivesse em alguma das versões de 'O Sítio do Pica-Pau Amarelo'). A direção de atores também é tremendamente prejudicada por conta disso. Há performances muito boas em "O Mahabharata", mas há também um número significativo de más atuações que, ao falarem as absurdas falas de um filme calcado no surrealismo, causam um certo constrangimento alheio de se assistir. Três estrelas para um gigantesco filme que se esforça em alcançar a grandiosidade espiritual da obra que lhe deu origem, mas que, ao invés disso, se aproxima perigosamente de ser uma mera visão ocidental superficial e estereotipada da mitologia indiana.
Extremamente cansativo, cheio de símbolos, requer conhecimento prévio da obra para encará-lo de maneira apropriada.