"Hans Muller (Kirk Douglas), um judeu alemão, era um malabarista conhecido antes de ser enviado a um campo de concentração. Ele sobrevive, mas sua esposa e filhos, não. Após a guerra, Muller vai para um acampamento temporário em Israel, pois suas experiências o deixaram perturbado e confuso, mas ele acaba fugindo. Durante sua fuga, ele entra em pânico e acaba atacando um policial e fugindo para Monte Carmelo. Ele encontra um grupo de crianças para quem finge ser um turista americano, e entre eles está o garoto Yehoshua (Joseph Walsh). Muller entretém o jovem, ensinando-lhe a fazer malabarismos, e eles se tornam amigos. Quando Yehoshua é ferido por uma mina terrestre, Muller leva-o a um hospital, onde conhece Ya’el (Milly Vitale), uma mulher que perdeu o marido para os árabes. Um romance logo floresce entre os dois, e ele confessa que está fugindo da polícia. Enquanto isso, o detetive israelense Karni (Paul Stewart) está vasculhando o país procurando o malabarista - não para prendê-lo, mas para convencê-lo de que ele não é procurado por assassinato e que os outros querem ajudá-lo."
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Drama de guerra em preto e branco da Stanley Kramer Productions e Columbia Pictures que foi baseado no romance do autor Michael Blankfort (1907-1982) com o mesmo título, que também foi o roteirista e produtor executivo do filme. As filmagens aconteceram em Haifa, Nazareth, Colinas da Galiléia e Jerusalem, em Israel, além de Hollywood, na Califórnia.
Devido às instalações de filmagem inadequadas em Israel, o produtor Stanley Kramer (1913-2001) teve que filmar os interiores em Hollywood. Ele pretendia filmar todo o filme em Israel. Foi o 1° longa-metragem de Hollywood filmado no relativamente novo estado de Israel. Kirk Douglas (1916-2020) teve uma discussão severa com o diretor canadense Edward Dmytryk (1908-1999) porque ele teve que ficar muito tempo no set para as filmagens em close. O filme marcou a estréia da atriz italiana Milly Vitale (1933-2006) no cinema americano.
Uma excelente interpretação de Kirk Douglas para um conjunto sem qualquer personalidade real, apesar de um tema autenticamente doloroso e comovente, e que ficará na memória cinematográfica. Ele faz um sobrevivente do Holocausto logo alguns anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1949.
Acho que faltou um melhor desenvolvimento na estória, mas como dito no comentário abaixo, Kirk Douglas está numa interpretação irretocável.
Kirk Douglas conduz o filme com uma interpretação visceral, forte, emocionante, irretocável, fazendo jus ao seu talento dramático.