Dirigido por
Duração
Jeremy Spensser, um genial humanitário, é morto em um acidente logo após vencer o Prêmio Nobel da Paz. Seu pai William, um brilhante cirurgião cerebral, decide então trabalhar em um projeto especial em segredo, envolvendo o cérebro de seu filho morto em um grande corpo de robôs. O problema é que os resultados serão totalmente indesejáveis.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Um exemplar de filme de ficção científica que tenta passar uma mensagem séria mas é sabotado pela precariedade e descuido da produção. O espectador acaba rindo e se distrai contando os muitos erros de continuidade como, por exemplo, o monstro sai da água (duas vezes) e instantaneamente está com as roupas secas. Ou
quando chega ao prédio da ONU e aparece uma mulher desmaiada na multidão, então o monstro começa a disparar seus raios e só então vemos a mesma mulher desmaiando, hahahaha.
Se é possível, uma variação ainda mais terrível e trágica de "Frankenstein"!
Não sei porque mas não esperava muita coisa do filme, mas acabei gostando. A história é boa, e pra quem gosta desse tipo de filme, vale a conferida.
O filme realiza uma crítica do fetichismo da ciência, mas não apresenta uma concepção alternativa, por falta de uma base teórica para a explicação da relação cérebro e objetivos, o que gera a solução metafísica e semirreligiosa. Além disso, ele manifesta determinados valores e concepções que expressam um humanismo burguês, isto é, uma preocupação humanista que não questiona as bases da sociedade desumanizada na qual se vive. As raízes sociais da produção intelectual e dos males que atingem a sociedade são esquecidas, apagadas, e a solução metafísica é a ciência com alma, e não a transformação social.
Cf. Nildo Viana, Cinema e Mensagem (livro)