Em uma noite tempestuosa no Canal da Mancha, John Sands (Charlton Heston), o capitão de um pequeno navio de salvamento, quase o choca com o cargueiro Mary Deare, que aparentemente estava abandonado. Sands sobe a bordo do Mary Deare, esperando achar alguma carga que seria, segundo leis internacionais, de quem pegar primeiro. Porém nada acha e, para sua surpresa, se depara com o 1º oficial Gideon Patch (Gary Cooper), que há 4 dias assumira o comando do navio em razão da morte do capitão Taggart. Em razão da tormenta Sands não voltou para seu navio, assim ele e Patch navegam até o Mary Deare encalhar. Em Londres eles não dizem que o navio encalhou, pois Patch suspeita que aconteceu algo errado e quer que o Mary Deare seja vistoriado por um órgão imparcial.
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Assisto no dia (30/04/2025) e pela primeira vez.
O filme é simples, no sentido de que não há nada complicado na história contada e não tem grandes reviravoltas. O mistério é bastante evidente desde o início, mas continuamos a ver para entender como os vilões serão pegos e que tipo de armadilha o capitão do navio planejou para isso. Há problemas e falhas bastante óbvios, assim como havia material e potencial para fazer mais e melhor. O final é, com certeza, a parte menos bem feita e atraente do filme, que teria ganhado se fosse inteiramente ambientado no mar e terminasse com a prisão dos vilões.
O elenco conta com grandes nomes artísticos, que não guardaram grandes lembranças do filme. Charlton Heston deu vida ao personagem principal e nos deixou com uma interpretação digna e contida, embora longe de ser brilhante. O ator faz bom uso de seu carisma, mas o personagem não é particularmente bem construído. Gary Cooper, em seu penúltimo trabalho como ator merece aplausos por seu trabalho árduo e por sua dedicação e força de vontade. Michael Redgrave e Richard Harris também aparecem, em personagens menores, dando uma contribuição limitada a um filme concebido para enfatizar o duelo entre dois personagens carismáticos, intensos e com personalidades e personalidades antagônicas.
Tecnicamente, é um filme morno e desinteressante. As cenas marítimas são elegantes e os navios têm todo o charme da era do vapor, mas é só isso. A cinematografia é regular e não aproveita o impulso das ondas para, ocasionalmente e de forma contida, nos fazer sentir as ondas batendo nos navios. A luz também me pareceu fraca e tênue, mesmo em cenas filmadas em plena luz do dia. A trilha sonora é desinteressante e quase inexistente.
Um suspense mediano e lento que chama mais a atenção pelos protagonistas, de modo que, o primeiro terço do filme é interessante, iniciado pela tempestade no canal da mancha onde um navio de pequeno porte quase se choca com um navio cargueiro que aparentemente estava abandonado. Após, o primeiro terço, o fio e acaba ficando arrastado e desinteressante. Gary Cooper e Charlton Heston garante a qualidade. Mas é Richard Harris que se destaca como vilão. Aliás, o elenco é ótimo, tendo ainda, Michael Redgrave e Virginia McKenna.
Suspense marítimo bem tenso, com trama movimentada, estrelado por dois galãs altos, Cooper & Heston, e ainda tendo Harris como vilão psicopata!
Assisti em 02/04/1977, sábado, no canal 10 (hoje Band), em Super Inéditos.
Um bom filme mesmo sem ação, ou seja paradão. (16.07.20)