Últimas opiniões enviadas
Assisti na época quando passou nos cinemas em 89 e hoje(03/05/26) o revi.
"Alien Nation" é um crossover entre ficção científica e o gênero de "policial parceiro". O que o diferencia do típico filme de parceiros é que, em vez de a diferença ser de etnia, classe ou gênero, é entre um humano (James Caan) e um alienígena (Mandy Patinkin).
O filme se beneficia muito da atmosfera sombria e misteriosa do ambiente, o que lhe dá uma vantagem em relação a muitos filmes de ficção científica que pecam por serem excessivamente “brilhantes”. "Alien Nation" provou ser um dos últimos bons filmes de ficção científica sem CGI.
Finalmente conseguir assisti esse obscuro e raro filme nacional.
No início da década de 1980, uma nova década se iniciava e, com ela, a lei de anistia e o relaxamento de algumas leis arbitrárias impostas pelo regime militar permitiram que as pessoas vislumbrassem dias melhores, um futuro mais promissor e novas possibilidades, chegando até mesmo a criticar o que estava errado no passado. A AI-5 e suas restrições haviam terminado, mas a censura nas artes e na televisão persistia, embora outras coisas já não fossem vistas como subversivas. Nesse cenário, muitas bandas de rock se formaram e se tornaram a cara da década, com letras poéticas, críticas e inteligentes, um som poderoso, mais do que apenas música para as massas. Em Brasília, a capital do país, surgiram diversos grupos importantes: Legião Urbana, Capital Inicial e muitos outros; a mesma Brasília que serve de cenário para "O Sonho Não Acabou", uma obra de ficção que reflete muito da realidade do Brasil dos anos 1980. O filme de Sergio Rezende é uma carta de amor à cidade, uma cidade relativamente jovem, repleta de rebeldes, pensadores profundos e sonhadores que acreditavam e esperavam por um futuro melhor. Este é o melhor filme representativo da geração de Brasília.
"O Sonho Não Acabou" aposta em alguns clichês e talvez até deixe de lado uma história mais profunda, mas há algo irresistível ali. A atmosfera é incrível, parece que o diretor está tentando criar um manifesto de incentivo para a juventude do país: "Esperem, porque o melhor ainda está por vir". E estava mesmo. Foi naquele mesmo ano que ocorreram as primeiras eleições diretas (limitadas à eleição do governador do estado) depois de quase 20 anos; e três anos depois, o regime acabou, um novo presidente foi eleito e, em poucos anos, uma nova Constituição foi criada, com mais liberdades e direitos. Houve problemas e injustiças pelo caminho, mas aquela geração nunca deixou de acreditar em uma sociedade justa, com liberdade, justiça e respeito. Acho que este filme reflete esse espírito indomável. Aquela geração, que talvez não tivesse tudo, mas certamente sabia que era feliz e pode olhar para trás agora e dizer com orgulho: "Aqueles foram os melhores tempos".
A cena de amor entre Lucélia e Corona. É tão belamente feita e tragicamente irônica quando você assiste aos eventos do filme se desenrolarem e compara com a vida real, e a tomada não autorizada da comitiva do presidente Figueiredo, com Corona tentando alcançá-lo, mas sendo impedido por um soldado. Dá para perceber que a cinematografia é diferente, obscura, e ainda me pergunto por que a cena não foi cortada pela Censura Federal na época. Um bom retrato de como era aquela época.
Tudo o que posso dizer é que a geração atual não conseguiria encontrar um filme semelhante. Não tem ideologia, nenhuma luta a ser travada, nenhuma causa, nada além de datas e um senso de individualismo tedioso. Assim, o sonho chega ao fim e precisa ser reinventado. Mas a geração de Brasília dos anos 80 ? Esse sonho estava prestes a se tornar realidade.
Últimos recados
Aqui o post de Sol de Verão que eu fiz: https://dantas-pedrodantas.medium.com/sol-de-ver%C3%A3o-1982-resumos-dos-cap%C3%ADtulos-perdidos-da-novela-1d937ae7938c
Oi, conversamos lá na página de Sol de Verão e tomei a liberdade de te adicionar como amigo :)
Adoro novelas antigas também. Você é de Maceió? Estive aí há dois anos e gostei muito (moro na Bahia). Abs
Oi Wagner, tudo bem? Vem pro LEGIONÁRIOS, um grupo sobre filmes e séries onde você pode opinar, trocar experiências, participar de brincadeiras, receber indicações e muito+!
A participação é totalmente aberta a qualquer um que tiver vontade, bastando respeitar os colegas e o ambiente seguro de ofensas que buscamos proporcionar.
Entre pelo link abaixo e diga "Ei, meu nome é fulano! Vim por convite do Gabriel Dario no Filmow". Se ele tiver sido revogado, avise :D
/media/accounts/photos/2013/05/ef14375d-e940-4349-a8d8-b6639d8258a9.jpg)
/media/accounts/photos/2013/05/5e905973-bbce-4b8e-8bef-7a6c72735598.jpg)
Pela primeira vez visto hoje(13/05/26) esse obscuro filme do início da década de 80.
A premissa é ótima — uma nuvem radioativa transforma crianças em zumbis —, mas a atuação e a direção prejudicam o filme. As falhas no enredo eram abundantes e muito ficou sem explicação. Definitivamente, poderia ter sido melhor escrito. Tem um “final surpresa”, mas qualquer fã de terror consegue prever isso de longe. Mas como é um filme B típico você não irá esperar tramas profundas e intelectuais ou arcos de personagens complexos, mas o que é oferecido é certamente uma pequena e sombria história.